Segunda-feira, Novembro 30, 2009
Cena linda e preferida de um dos filmes mais-mais de todos os tempos: "O exército de Brancaleone". - ATENÇÃO, contém SPOILER, três minutos e treze segundos. Sem legendas:
da série Adoro! a morte do vecchio Abacuc, com aquele pequeno pseudo exército tosco, maltrapilho, atrapalhado tentando fazer da partida do judeu (que foi convertido/batizado pelo messias Zenone numa das cenas mais engraçadas) uma coisa mais... suave?
...
é preciso ter paixão.
é preciso ser mais leve.
é preciso considerar a palavra considerar.
# . por Joelma Terto
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
A coisa toda começa a mudar de figura quando a gente vê alguém que a gente ama muito sofrendo mais do que a gente (pensa que está sofrendo).
Mesmo com o sentimento filho-de-uma-puta de impotência, de (achar) não poder, de querer botar no colo e não ter braços, muda.
Garanto que muda.
...
Não gostar do Diogo Mainardi (pode ser o Juremir, o Dunga, o Bob Fields, o Coffy Anan, o Lula Lá...) é uma coisa. Odiar e julgar demasiado quem gosta do Diogo Mainardi, do Juremir, do Dunga, do Bob Fields, do Coffy Anan e do Lula Lá, só por gostar do Diogo Mainardi, do Juremir, do Dunga, do Bob Fields, do Coffy Anan e do presidente, é outra. Completamente diferente. Mas isso é, obviamente, só um exemplo torto.
...
Eu já pedi muita coisa (a Deus? ao mundo? a essa energia cósmica que rege o universo?). Eu já pedi paciência. Já pedi perseverança. Já pedi constância e, mais ultimamente, destreza com a mão direita pra passar o rímel no olho sem borrar muito. Hoje eu peço mais tolerância. Dá-me (mais) tolerância, senhor? Eu peço-grito-rezo-xingo bem alto, só que internamente, todo dia quando levanto da cama. É difícil. Especialmente em relação aos emos, com suas lágrimas falsas de kajal e suas garrafas de vinho que emporcalham a rua nos domingos à noite, no caminho de casa.
Mas eu peço. E tento. Juro que tento.
# . por Joelma Terto
Domingo, Novembro 22, 2009
Há mais de seis anos tenho a alegria de conviver diariamente com a Lelei Teixeira na Pauta Assessoria - minha chefe, jornalista, sócia-diretora da firma, talentosa, competente. Descobrindo e respeitando as diferenças. Lelei tem 1m10cm de altura. Hoje, no caderno Donna da Zero Hora, a coluna Estilo Próprio é sobre Lelei e sua irmã, Marlene, doutora, professora da pós graduação em linguística da Unisisnos, que é um tiquinho mais alta - 1m11cm - mostrando suas histórias num mundo de pessoas grandes.
Matéria linda e delicada da Fernanda Zaffari.

# . por Joelma Terto
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Às vezes eu acho que tá tudo errado. Outras vezes, não. E vice-versa.
Sucessivamente.
Ad infinitum.
Nada que um bom frizzante não resolva. Ou ir pra um lugar qualquer - o escritório, o parque, a festa - ouvindo A Mulher Gigante no volume máximo.
- dorroviária de Detroit/RS -
# . por Joelma Terto
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
é quase
"olha só, o mecânico ligou agora, sobre o carro.
que segundo ele IS ALIVE AND WELL.
era só A BATATINHA.
manja a batatinha?
pois é, nem eu. mas uma coisa com nome de batatinha nuca pode ser nada muito grave.
coisas graves tem nomes mais sérios, tipo cursor do refluxo do óleo, alternador, módulo da injeção...
a pressão do óleo tá ÓTIMA me disse o mecânico.
olha só:
- ...e a pressão foi a 6bar na lenta.
- sei. e isso é bom né??
- é ÓTIMO Sete Sete.
- puxa vida Marcos.
ADORO nosso carro.
agora só vendo por 30 conto."
diz que com a mão de obra, batatinha, troca do óleo e pá vai sair só 252 reas.
deus seja louvado. amém
# . por Joelma Terto
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
deu um clique, aqui, na minha cabeça: amanhã (ou hoje ou ontem ou) começa o inferno astral.
daqui a um mês (ou mais ou menos ou) eu faço 33.
é estranho pra burro fazer 33 quando se é peter pan.
é estranho pra burro fazer qualquer idade, uma atrás da outra, quando se é peter pan e não se tem.
deu um clique aqui na minha cabeça: algo sobre previdência e previsibilidades.
é estranho pra burro pensar na vida, assim, quando não se tem mais nada de bom (ou útil ou bonito ou) pra se pensar.
"é número bonito. idade de cristo. orientales.
cabalístico, que nem 77.
que aliás, somando, dá 100.
não, dá 110, mas quase todo mundo se confunde."
(77 de Arrabéus, mui querido, por e-mail)

...
- PIDEITE -
A trilha sonora do post é Belchior, ovbiamen-tê. Aumentem o som e cantem comigo, muchachos:
"Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte"
(Belchior em "Sujeito de sorte")
# . por Joelma Terto
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
E Ana Prada? Minha nova musa musical, no repeat sempre sempre sempre.
Porque ela me faz chorar com - sua doçura valente e - seu acento uruguaio:
Mais Ana Prada por aqui: www.myspace.com/anaprada
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Bonus track:
"Acabou chorare no meio do mundo
Respirei eu fundo, foi-se tudo pra escanteio
Vi o sapo na lagoa, entre nessa que é boa
Fiz zunzum e pronto
Fiz zum zum e pronto
Fiz zum zum"
# . por Joelma Terto
Terça-feira, Outubro 20, 2009
tango, samba, cumbia flamenca, tex-mess, zydeco rush, popklore, milonga hall ou Barry White meets Nirvana
Das coisas que ouço e que sou. Tenho sido muito Jupiter esses dias. E já escolhi meu novo ídolo, mister Johansen.Porque ele é deus-fênix-visionário-sensacional. E tem maracas:
Porque esse outro aí me lembra Leonard Cohen, mas com balacobaco latino, total excelente:
Na linha "me diga o que tu ouves que te direi que tipo de psicopata tu és", assistam os vídeoclipes, que são fantásticos!
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e pra quem interessar, dia 5 de novembro tem show de Jupiter Maçã, n'Opinião. Com Pata de Elefante. An-hã. Perco por nada desse mundo.
# . por Joelma Terto
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
"Todo mundo nasce sabendo fazer caipirinha. Conversa com o limão, pede licença pra amassá-lo, porque ele QUER ser amassado" (Paulo Oliveira)
Ó, só a primeira parte, um tiragosto, pra apetecer a sexta cinza:
Pelo tuíter, @laricatotal avisa: "Quem vai pra cama cedo, acorda cedo! Esse é o mistério de hoje. Uma coisa França. Larica Total, inédito, meia-noite e meia. Canal Brasil."
Pobres de nós, que não temos tevêacabo...
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Enquanto isso no Chamego Center: yes, a geladeira foi pra cozinha. Foi uma experiência conviver com o bicho cromado de dois andares na sala por tanto tempo - dois meses? nem eu sei.
Em sessão mezzo analítica, com tango ao fundo e cerveja Bohemia Oaken (recomendo, recomendo), falava com Levíssima sobre isso, outro dia. Isso: das coisas que te incomodam passarem a ser quase indiferentes. Elas continuam te incomodando, mas é como se você tomasse uma injeção qualquer e não sentisse mais nada, sobre elas. Isso: pode ser bom. Mas, Isso: é estranho não ser natural o que é da tua natureza.
Morô?
E eu tava me referindo à geladeira-na-sala-por-tanto-tempo mesmo. Da casa-caos, da cozinha interditada, das panelas debaixo da mesa, das latas de tomate pelado no chão do quarto...
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Ardida, iluminada, plugada e ligadona, eu ouço Bethânia, balançando com a cabeça, de cima pra baixo. E viceversa:
"tá tudo aceso em mim / tá tudo assim tão claro /tá tudo brilhando em mim
tudo ligado..."
# . por Joelma Terto
Terça-feira, Outubro 13, 2009
real
(latim medieval realis, -e, de res, rei, coisa)
adj. 2 gén.
1. Que existe de facto. = efectivo!, verdadeiro ≠ imaginário, irreal
verdade
s. f.
1. Conformidade da ideia com o objecto!, do dito com o feito, do discurso com a realidade.
Ando dada a definições. E a reflexos disformes em espelhos de banheiros.
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Eu gosto das duas, mas me identifico mesmo é com o estilo (e a proposta? e a ousadia?) da Ana.
Hoje Vou Assim, blog da Cristina Guerra e Hoje Vou Assim OFF, da Ana, fazem um duelo. Ou um desafio, uatever, proposto pela revista Criativa. E a gente vai lá, ver, escolher e votar no visusu que achou melhor. Começou hoje. E eu já tô adorando!
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Falando em muóda, Equipe Loxinha Larica Total avisa que enviam amanhã as 5 camisetas que 77, Gerson e eu compramos juntos. "Leva no maximo 5dias úteis p/ chegar".
Não vejo a hora de me exibir por aí com a minha XABLABLAU amarela. Não vejo.
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E a carestia?
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Marcenaria Verdade: aqui no Chamego Center, em óperas eternas pra melhor servir. Mas 77 manda dizer que terminou hoje a pintura das paredes da cozinha.
Oxalá.
...
fragmentar
v. tr.
Reduzir a fragmentos; fraccionar.
fragmento
s. m.
1. Pedaço de coisa quebrada.
2. Resto de coisa gasta, derretida ou queimada em parte, etc.
3. Trecho, excerto.
4. Resto.
# . por Joelma Terto
Domingo, Outubro 04, 2009
Porque é primavera, agora 77 e eu temos uma árvore de buganvília no nosso quintal. Não é, bem assim, uma áaaaarvore, assim como nosso quintal não é, bem assim, um quintaaaaal. Mas ela vai crescer e florescer e embelezar nossas vistas:
Porque amanhã recomeça a chover e terça-feira me vou de mala e cuia pra Gramado e hoje fez sol, a gente largou a obra às moscas e fomos pra rua, ver a vida:
mais fotos do domingo flanando pelo bairro, aqui
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"Chega, arruma toda a casa / Chama todo mundo / Que alegria é de graça" (Boncusso Samba Clube, para embalar)
# . por Joelma Terto
Sexta-feira, Outubro 02, 2009
Nem atalas nem anquiês. O muso culinário do Chamego Center é Paulo Tiefenthaler. Ou Paulo Oliveira. Uatever.
Foi Backbone quem chegou um dia com a novidade: "Descobri um programa incrível no Canal Brasil. Madrugada, em uma cozinha tosca, um cara faz uns pratos loucos e o programa ainda se chama Larica Total".
Corremos pra procurar no YouTube. E achamos.
Totally crazy, já diria Mestre Zaca.
Frango Total-Flex, Moqueca de Ovo, Churrasco Indoor e o O Incrível Sushi de Feijoada são algumas das receitas clássicas.
Paulo Tiefenthaler é adepto da COZINHA VERDADE, da CULINÁRIA DE GUERRILHA. É cozinha com o que tu tem na geladeira. E o que não pode faltar, ele avisa: "tenha sempre em casa água, cerveja, sal, alho e cebola ". Sempre sempre sempre.
E a gente se identifica, néam?
No ÉPICO episódio "Tio Mossy" - com participação do dêos da pornochanchada, o ator Carlo (Sou eu, o) Mossy (porra) - Paulo larga: "Hoje vamos fazer uma receita muito linda. Hoje, vamos fazer FAIZÃO COM CHUTNEY". Mas sai mesmo é um improvável SANDUÍCHE DE TEMPERO. "Tem pão, tem base", diz Tiefenthaler. Nojeirinha e sacanaj porque, afinal, "a vida é improviso".
é mantra. palavra-mágica-abracadabra-pirlimpimpim
A gente - que assiste, se diverte, é discípulo e vibra de emoçã, com lagriminha nos zóio a cada episódio. - mal pode esperar pela segunda temporada, que começa na madrugada dessa sexta pro sábado, no Canal Brasil.
...
Update: você também pode acompanhar Larica Total no tuíter. Aqui ó: @laricatotal
# . por Joelma Terto
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Eu só gostaria de dizer, aqui, publicamente, que: SER UMA ANTICOAGULADA É UMA MERDA.
Pronto, falei.
La mayor complicación de los anticoagulantes orales es la
hemorragia.
(...)
Por cualquier sitio, pero nunca sin que exista una causa
desencadenante, como le puede ocurrir a cualquier persona aunque no
tome anticoagulantes. Por supuesto, el tener la sangre más fina hace
que la persona anticoagulada sangre más y tarde más tiempo en dejar
de sangrar.
Do fantástico Manal do Anticoagulado, en errpañol, pero si, pero no. Parei de ler quando começou tratar de Hemorragai vaginal. Mentira, fui adiante, com lágrima nos zóio. 36 páginas de terror & pânico. Só melhora, de tão tragicômica que é a vida do Anticoagulado, eu mesma, na atual situação em que me encontro. Vivendo na bolha e fingindo que não é comigo.
Sintam só:
¿Cómo se pueden evitar las hemorragias?
Cumpliendo las reglas de oro del anticoagulado.
(...)
5.- La tensión arterial diastólica, la que se conoce como mínima, no
debe sobrepasar la cifra de 95 mm Hg.
(...)
9.- Si sus deposiciones son negras, pastosas y malolientes debe acudir
con urgencia al control. Si es un día no laborable, debe acudir al
Servicio de Urgencias de un hospital.
(...)
VI. EL ANTICOAGULADO Y LAS HERIDAS
Las heridas superficiales no presentan un problema grave para el
anticoagulado y sólo será necesario hacer presión sobre la herida para
que ésta deje de sangrar.
Hay algunas heridas que por su tamaño o profundidad requieren
unos puntos de sutura, por lo que la persona anticoagulada debe
hacerse un vendaje apretado y acudir al Centro de Urgencias más
cercano a su domicilio.
(...)
VIII. LOS ANTICOAGULANTES ORALES Y EL
EMBARAZO.
Toda mujer en edad fértil con un retraso de la regla de una
semana, lo primero que tiene que hacer es comprobar que no está
embarazada.
¿Cómo?
Realizando un test de embarazo. Esto lo tendrán en cuenta sobre
todo aquellas mujeres a las que se les ha sustituído la válvula enferma
por una prótesis, ya que en este caso es más fácil quedar embarazada.
En el caso de que la prueba de embarazo sea positiva, deberá
contactar cuanto antes con el médico responsable del control de su
tratamiento anticoagulante.
¿Por qué?
Los anticoagulantes orales pueden provocar malformaciones en el
feto, sobre todo entre la 8ª y 12ª semanas. Si se avisa a tiempo, se
pueden tomar las medidas oportunas para disminuir el riesgo,
sustituyendo el anticoagulante oral por heparina.
IX. LOS ANTICOAGULANTES ORALES Y LAS
VACACIONES.
Hay una serie de detalles que el paciente anticoagulado tiene que
tener en cuenta antes de salir de vacaciones:
(...)
¿A dónde se puede viajar?
En general, no hay problemas para viajar a la montaña, excepto si
se sobrepasan los 2000 mts de altitud y el paciente no está en buena
situación clínica. Las personas no entrenadas no deben practicar
deportes violentos, como esquiar, escalar, ala delta, etc.
Si el paciente anticoagulado va a pasar sus vacaciones a la playa
debe tener en cuenta lo siguiente:
1.- No permanecer al sol demasiado tiempo, sobre todo en las horas de
mayor insolación.
2.- Ponerse siempre una crema con alto factor de protección para el sol,
que será una crema con factor de protección total en aquellas
personas que esten tomando amiodarona (Trangorex u Ortacrone). (Ver
Apéndice nº 11).
3.- Si se permanece quieto al sol, hay que llevar siempre la cabeza
protegida.
En general, hay que evitar siempre un clima demasiado caluroso
por largo tiempo, ya que puede afectar al efecto de los anticoagulantes
orales.
No debe practicarse la pesca submarina ni ningún otro deporte de
inmersión.
Si es picado por un pez con aguijón, debe extraerse el aguijón y
mantener el pie en agua con sal bien caliente durante una hora. Si la
picadura es de erizo, hay que tratar de extraer la espina y empapar la
herida con vinagre. Si se trata de una medusa hay que aplicar vinagre o
amoníaco sobre la zona.
Gostou? Quer mais? Toma o Diário do Anticoagulado todinho.
Também achei a Associação Portuguesa dos Doentes Anticoagulados.
E, antes mesmo de fazer o post, já tem busca (nem tão estranha assim) chegando.
foto de 77 de Arrabéus
An-hã.
...
E acabou-se a minha folga de 4 dias. Amanhã, escritório novamente e aquela sensação que a vida acontece mesmo do lado de fora, enquanto a gente trabalha...
# . por Joelma Terto
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
Chego em casa, vinda de uma vernissage, bem faceira, e 77 está a meia luz, sentadinho no sofá, assistindo Koyaanisqatsi.
Pergunto o que é e ele diz que é um filme. Sobre o nada.
Vejo por 10 minutos e penso que realmente deve ser bom, desde que você assista em um estado alterado da mente.
Vamos combinar: eu aproveito quando ele não está pra ver episódios velhos de Sex and the City e filmes mulherzinha. Quando eu saio, ele vê filmes cabeça.
Sim, meus amigos, era só o que me faltava.
...
Mas o que importa mesmo é que eu já estou em modo FOLGA TOTAL ligado. Dois dias sem trabalhar, um final de semana de 4 dias e por aí vai a felicidade da pessoa. Porque eu também sou filha do ômi.
É claro que eu tenho uma lista de compromissos amanhã: acordar às 10h (mesmo que eu não tenha sono), tomar um banho demorado, desses que a gente aproveita e faz até hidratação no cabelo, ir bater perna no centro (sim, eu adoro bater perna no centro da cidade, entrar em todos os lojões oba oba, ver os fast fashion da Marisa, me jogar sem bóia naquelas lojas fantásticas de tecido...), e conhecer, finalmente, a Mel no fim do dia.
Só falta fazer um sol lindo e ainda secar as roupas no varal. Larilá.
...
Ah, sim: atualizei o Flickr dos Tertolinos. E ando mais crafter do que nunca. Corto, costuro, bordo, alinhavo. Esses dias desencavei umas contas e fiz dois colares, para consumo próprio, e não sei onde enfiar toda essa minha vontade de criar coisas (bonitas-feias, bem ou mal acabadas) com as minhas próprias patinhas. Início de outubro tem Festival de Quilt e Patchwork em Gramado, e lá vou eu, de novo, acompanhar tudo, a trabalho, saltitante. Depois eu conto. E mostro. Tudinho.
# . por Joelma Terto
Segunda-feira, Setembro 21, 2009
Todos os dias, num determinado momento entediante da minha tarde cheia-vazia, eu faço um esforço mental enorme e grito internamente "UM MILAGRE AGORA!".
Mas ele não acontece.
...

Inspirada nesse post da Ana, tirei da gaveta a meia-calça MOSTARDA, da Lupo, que tenho há sei lá quanto tempo (7? 8 anos? como é possível alguém ter uma meia-calça há 7 anos?). Perfeita para estrear as boots novas, o achado do final de semana na praia (Tramando lá Tramando aqui Tramandaí). Ou litoral, como acharem por bem. Porque não tem coisa melhor do mundo que fim de estação na praia-litoral com vento forte e aquelas lojinhas todas, tudo em liquidação. Tramandaí-Cidreira-Pinhal. Não tem não tem. E eu ainda trouxe um bracelete AMARELO (que venha o flúor-escente!), lindo de viver, por dôrreal. Pra completar o visu, hoje, eu vesti minha SALOPETE de veludo cotelê, comprada há séculos e séculos amém em um brechó desses da cidade, por vinterreal, e tou lépida, límpida e faceira nesse lindo e enclausurado dia de sol.
As latas de tinta no chão encardido da cozinha? Só por hoje eu vou esquecer que estamos em obras. Só por hoje.
...
No meu iPobre, Drexler, o irmão mais velho, canta, daquele jeito só dele:
"Brindo por las veces que perdimos las mismas batallas"
Eu? choro-sorrio.
# . por Joelma Terto
Quinta-feira, Setembro 17, 2009
Então depois de pular, cantar, rodar, dançar e imitar abelha, ela me deita no pufe e brincamos de mamãe e filhinha. A mãe era ela, óbvio.
- Filha, eu vou nanar você. Deita aí e dorme.
- Mamãe, mamãe! Eu tive um pesadelo!
- O que é um pesadelo, FILHA?
- É um sonho ruim, mamãe.
- Eu vou fazer um chá de alecrim pra você, filha. (prepara um chá imaginário). Bebe aí e você não vai mais ter pesadelo.
.
.
.
Eu amo ela desde sempre. Desde quando ela era ervilha. Desde quando ela nem tinha nome e era minha Lola - não por causa do Charlie, mas da música do Chico. E eu sempre acho incrível isso: esse amor todo por essa coisica pequena e serelepe que não é minha e que agora já tem 4 anos e pensa que é gente. E pensa que pensa.
E porque hoje é dia de Valentina - de buscar Valentina na escola, de levar Valentina pra minha casa, de dar banho em Valentina, de alimentar Valentina... - hoje é o dia mais feliz.
É.
...
"Há muita espera numa fuga, e delírios de comprar disfarce em terminal rodoviário, mas nem óculos escuros eu providenciei e, para controlar a ansiedade, não havia levado relógio".
O trecho é de Sinuca Embaixo d'Água, de Carol Bensimon, que tô lendo devagar, aos pouquinhos, como se fosse pro gosto bom na boca durar mais tempo, como se fosse pra disfarçar o cansaço e o medinho do que virá...
...
No meu radinho, o namorado da Mallu canta:
"Acho que não vai dar tô cansado demais / Vou ver a vida a pé ai ai ai ai
Acho normal tá no mundo feito faz o mar num grão de areia"
Adoro. Adoro. E o abandono? Desse blog, de mim e dos afetos? Nem vou falar, nem vou falar...
# . por Joelma Terto
Quarta-feira, Setembro 09, 2009
O dia muito lindo. Um desamparo. (...) Aquela cena na cabeça, como um filme.
O choro que náo dá pra conter. (...) Todos estão me cuidando. Tudo parece um sonho.
(...) Falei com minha mãe. Não sei que rumo tomar. Não sei se quero ficar ou voltar.
Meus lábios estão muito machucados e não consigo andar direito.
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São trechos que estão escritos, com a minha letra, numa agenda velha, amarelada de 10 anos atrás - do dia 10.09, pra ser bem exata, logo após o enterro, em Santa Maria.
Em 09/09/1999 nós voltávamos do Rio de Janeiro, de van. Em 09/09/1999 nós sofremos um acidente na via Dutra. Em 09/09/1999 nós perdemos a Flavinha.
Nós: eu e outras pessoas, queridas, lindas, inomináveis.
10 anos depois eu fico aqui besteando com uma agenda velha na mão, ouvindo Comfortably Numb no repeat só por ser um tiquinho masoquista, chorando de emoção, querendo abraçar aquelas pessoas que estavam comigo e tantas outras, pensando na Flávia, no Gabriel, em pessoas que se foram cedo demais. Inclusive no Renato Russo.
10 anos depois eu fico aqui pensando em acidentes que levam pessoas e que marcam, decisivamente, a vida de outras, que ficam.
10 anos depois eu acho a maior loucura, 10 anos depois, eu não conseguir sentar no banco atrás do motorista quando faço uma viagem de van pelo interior do brasil.
10 anos depois eu ainda lembro da força da Flavinha e imagino como ela estaria hoje - leve, linda, solar, guerreira, astuta, bem sucedida, apaixonada-desapaixonada, elétrica, facanabota, tanta tanta coisa mais.
10 anos depois eu gosto de corações, quem diria!, e fico aqui imaginando que coisas estapafúrdias - como corações - a Flavia iria gostar...
10 anos depois eu ainda penso no absurdo que é ela ter ido embora - ela, a primeira pessoa e dizer "vem pra porto alegre, tu não está só, a gente te ajuda", ela, que não passava na vida de ninguém sem provocar um maremoto, muito menos na minha.
10 anos depois eu acho uma injustiça a Valentina não poder conhecer essa tia leve, linda, solar, guerreira, astuta, inteligente, apaixonada-desapaixonada, elétrica, facanabota.
10 anos depois eu sinto saudades, sinto faltas. sinto que tem vazios que não são preenchidos porque preechimento não há.
Hoje, 09.09.2009, amanheceu estranho, triste e chuvoso, como naquele, nem tão distante assim, 09.09.1999.
...
Então chegou setembro, mesmo, e eu tô aqui, jogando papel fora e fazendo listas:
- lista das coisas que eu preciso fazer
- lista das coisas que eu sonho fazer
- listas das coisas que eu não fiz nem vou nem quero nem me permito fazer
- lista de supermercado
- lista das contas a pagar
- lista de desejos reais, irreais e surreais
- listas listas listas
Colo todas elas em uma parede grande, limpa e imaginária, enquanto vejo setembro passar rápido e chuvoso diante do meu nariz que, por um milagre homeopático, não escorre mais.
...
Os uruguaios usam, com muita maestria, um termo que gosto muito: tormentoso, que é aquele momento pré-"tormenta", tempestade, mas que também significa "una situación tensa y problemática". Eu tava pensando nisso, nessa palavra que eu gosto, que me remete a períodos cíclicos e em quando a gente está em estado de alerta. Sabe estado de alerta? Quando você acha, sente e espera que algo na sua vida vai mudar, assim, pluft, no momento seguinte?
Pois então.
Nada disso está acontecendo comigo agora.
(fóim fóim fóim)
...
"Ela chega todo dia
No interfone ou campainha
E tem cabelo vermelho
Também as unhas dos dedos
Ela mora no primeiro, fuma escondido no banheiro
Mas todo mundo sente o cheiro..."
( eu gosto de corações, de morangos macerados com açúcar em copos largos cheios de gelo e saquê e dos Locomotores. eu acho que a Flavinha ia gostar deles também)
# . por Joelma Terto
Sexta-feira, Setembro 04, 2009
Só mais um diazinho de equispouWinter 20, 30, 40 graus.
Só mais um pouquinho.
Só mais.
# . por Joelma Terto
Terça-feira, Setembro 01, 2009
é como prender a respiração e contar um dois três... pra descobrir até quantos segundos você aguenta.
é quando tudo fica tão parado como água da dengue que nada nada nada acontece.
é que fez calor de 40 graus e o temporal não chegou ainda.
...
eu finjo ter paciência. lenine (me) traduz:
"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara..."
...
sigo enfurnada na equispouWinter 30 graus até domingo enquanto a vida segue, lá fora.
# . por Joelma Terto
Quinta-feira, Agosto 27, 2009
No mural da Pauta, a frase do dia de Nanni Rios:
eu penso em ousadia e inércia enquanto aperto o botão leio o jornal abotoo a jaqueta corto a franja com a mão trêmula bebo o café limpo o chão escrevo o press-release conto as cicatrizes preparo o drink estendo a roupa no varal furo o dedo com a agulha babo pelo canto da boca passo o filtro solar frito não frito no sol a pino perco o controle risco xis.
enquanto aprendo a voar.
...
sonho de consumo futuro besta da semana: GPS com a voz do Bob Dylan.
"Vire à esquerda na próxima rua. Não, à direita. Quer Saber? É melhor ir reto mesmo"
...
enquanto espero a primavera.
# . por Joelma Terto
Segunda-feira, Agosto 24, 2009
é que eu queria que a semana toda fosse assim: como um dia de domingo
...
"A evolução da vaca leiteira nos últimos 100 anos".
mergulhando, fundo e sem bóia, na programação da expoWinter. o que me espera na próxima semana. do caos à lama e vice-versa, sempre sempre sempre.
...
todo mundo procurando, eu só de botuca...
ROQUENRRRRROOOOOOLLLLL
"Mamãe quando eu crescer
eu quero ser rebelde
se conseguir licença
do meu broto e do patrão
Um Gandhi Dandy, um grande
milionário socialista
de carrão chegou mais rápido à revolução"
...
e inda tem Elis, bem aqui, no meu pé d'ouvido.
# . por Joelma Terto
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
eu, passarinho.
quando em sampa, quintanamente. treinando o olhar (e a paciência no engarrafamento), na beira da Paulista.
de volta. labuta. vento frio. ideias mil. e sempre uma rima rica pra estragar o poema.
volto. (sempre volto). pra falar de tempo. da piscina. da margarina. da cangibrina. e do guaraná jesus.
...
se eu fosse outra que não eu, eu queria ser a elegância e sutileza de magali moraes.
pronto. falei.
...
agora dá licença que eu vou ali no Sartorialist sonhar um pouquinho com o verão. e com nova iorque, paris, milão...
# . por Joelma Terto
Terça-feira, Agosto 18, 2009
"Quanto mais o tempo passa, mais eu me sinto estrangeira"
(Alex, personagem de Fernanda Torres, no comecinho de Terra Estrangeira)
Pois não é que esta noite, na noite de hoje, hoje mesmo, só que à noite, fazem exatamente 10 anos que eu cheguei em Porto Alegre, só que pra ficar? Talvez eu não soubesse que era "pra ficar" - a gente não sabe muita coisa aos 22 anos. Mas eu vim, vi e fui ficando.
E talvez eu fizesse uma comemoração qualquer, uma celebração, se eu estivesse em casa, hoje à noite.
Talvez, daqui a pouco, quando eu descer para brindar o fim do trabalho com chefe e clientes, eu brinde por isso também, aqui, secretamente. Talvez pela minha resistência. Pelos jacarandás. Pelo amor encontrado entre um comentário e outro de uns blogs, um teatro infantil e uma tarde na Redenção. Talvez eu brinde pela Redenção. Pela minha Redenção, minha República, meu Guaíba, meu pôr de sol. Eu brinde pela Rafa e pela Valentina, que fazem parte de mim - e por todos os outros, inomináveis, amigos, irmãos, queridos, amados, perto-longe-perto. Talvez eu brinde pela minha porto alegre, mon amour.

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De lá, ou daí, 77 manda dizer que eu mereço a chave da cidade.
Driquinha vai mais longe: diz que eu já sou uma gaúcha.
Eu me divirto lembrando que cheguei só com uma mala azul, uma mochila, uma caixa de papelão com alguns Cds, livros e toda disposição dos vinte e poucos, depois de 3 mil quilômetros e dois dias de festa punk com vinho tinto naquele ônibus de xovens estudantes de comunicação.
Acho que consegui juntar muita coisa nesses 10 anos: uma gaveta cheia de pulseiras de plástico, amores, um quintal que nem é meu de verdade, papel, roupa fora de moda... Foram mais ganhos que perdas. Foram perdas que não dá pra calcular.
Tem sido uma aventura e tanto. E tá só começando.
...
pra ler ouvindo:
# . por Joelma Terto
Sexta-feira, Agosto 14, 2009
Foi Cássia Zanon que me fez lembrar dessa música (que eu adoro) do Cat Stevens (que eu adoro mais ainda, seja Cat Stevens, seja Yusuf Slam, seja o que ele quiser ser). E, desde terça? quarta?, eu botei ela no iPobre e eu fiquei com ela na cabeça e ela tem me soado quase um mantra: "yes, you only need to know!"
"ah ah ah, its easy..."
Foi Cássia Zanon que me fez lembrar dessa cena mais que emblemática de "Harold and Maude" (Ensina-me a Viver), um dos meus filmes preferidos ever and ever and ever amém - cuja montagem brasileira, orquestrada (sim, dirigida é pouco) pelo João Falcão e estrelada pela Gloria Menezes e pelo Arlindo Lopes, brilhantemente, é linda de marré der si - com a Ruth Gordon, ma-ra-vi-lho-sa, cantando (e dançando!, bem Maude!), a música do Cat Stevens:
Então desde terça?, quarta?, eu fiquei aqui, assim, pensando e des-pensando em caminhos e descaminhos, em vontades, escolhas e as coisas que a gente faz no modo automático, só por fazer. Eu lembrei de quando eu criei esse blog, há quase 7 anos e eu dizia que buscava a simplicidade. E eu me dei conta, assim, que essa simplicidade se perdió no caminho - por que eu descobri que ser simples dá um trabalho danado? ou por que eu sou hiperbólica e espaçosa demais dentro desse corpo de metro e meio pra ser simples? Pois é nessas coisas que a gente pensa quando a gente quer fazer tudo, só que ao contrário.
Agora, todo mundo junto, e bem alto:
"You can do what you want
The opportunity's on
And if you can find a new way
You can do it today
You can make it all true
And you can make it undo
you see ah ah ah
its easy ah ah ah
You only need to know"
...
E cá estou eu em São Paulo, até quarta. Trabalhando, acompanhando o cliente querido, vendo as coisas lindas de casa e decoração expostas na Gift Fair e na Paralela Gift e querendo tudo pra mim, desesperandamente (vida simples? humpf), ó-b-vio. Ah, e tendo ideias decorativas mil. Me aguardem! Também tentando arrumar tempo e disposição, depois de um dia exaustivo de trabalho, pra ver, abraçar e amar os melhores amigos e os melhores irmãos do mundo, afinal de contas, é pra pra ver, abraçar e amar os melhores amigos, irmãos e amores, que serve a vida, no fim das contas.
"And if you want to be free, be free..."
...
Antes de viajar, deixei 77 incumbido de três tarefas:
- criar o novo google - que nada mais é que ter uma Ideia Brilhante, em maiúsculas, que nos deixará ricos, bonitos e bem-sucedidos
- botar a roupa no varal
- tirar a roupa do varal antes do temporal de domingo
Por e-mail, hoje, ele me avisa que a roupa não só já secou como ele já passou tudo.
Embora ainda não tenha tido a ideia milionária do novo google, que vai nos tirar da pindaíba pro resto dos nossos dias, amém, e a parte do passar a roupa tenha sido uma piada, eu posso dizer, com segurança: isso é que é marido!
"'Cause there's a million things to be, you know that there are"
...
Como diria o Macaco Simão, hoje só amanhã. Depois eu volto pra contar pra vocês do dia (no caso hoje) que eu me lavei com shampoo achando que era sabonete líquido. Ou não, né?
"...there's a million ways to go, you know that there are..."
# . por Joelma Terto
Terça-feira, Agosto 11, 2009
Tô fazendo contagem regressiva pro AUGE da PANDEMIA no estado.
Se eu morrer de gripe, retirem tudo o que eu disse, esqueçam, dêem um desconto. Óquei?
E, nesse caso, eu mudo, mais uma vez, meu epitáfio: "Vivia fazendo graça. Se fudeu"
...
77, por e-mail:
"o AUGE está próximo. TamuFu"
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Bequibone, por e-mail:
"É que a piada é inevitável. Tem gente morrendo, mas eu não vejo muito drama nisso. Drama é AIDS, câncer, paralisia... fome. Daqui a pouco se torna corriqueiro."
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Eu, por e-mail:
eu tava lavando as mãos (mas não passei álcool gel) e pensando isso: e se morrer? (no caso, eu morrer) daí morreu (morri). enterra (me enterra). chora (me choram). e é o ciclo da vida. Rei Leão. e pá. pum.
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Tamo dando a cara a tapa e pagando pra se incomodar.
Eu, o Sete, o Back e o meu saquinho cheio.
Pó vir aqui batê.
Deu? Por mim, deus.
Vou pro bar.
Ou melhor: vou pra casa, me afundar em saquerinha de morango, que é pra esquecer de todo o mal.
Amém.
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Falando em esquecer, eu esqueci de postar isso aqui antes:

A imagem velha do meu contador de acessos é só pra garantir: eu faço piada de mim mesma, antes que os outros o façam.
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"Se eu sou frágil e tu és frágil/ vamos nos proteger"
(Wado e Alvinho Cabral em "Frágil", a mais linda e triste de Atlântico Negro)
# . por Joelma Terto
Domingo, Agosto 09, 2009
Além de "ser mamãe e ter filhos", Valentina, 3 anos e 11 meses completados na última sexta-feira, quer "fazer revistas" quando crescer. Entre a surpresa do Dindo Séti, que achava que a mini-moça queria ser polícia pra revistar as pessoas e da tchia Drica, que achava que ela tava querendo ser segunrança de boate ("fica tranquila, é um trabalho decente, não é jornalismo"), a mamãe Rafaela foi tirar a prova dos nove:
- Mas fazer o que, exatamente, filha? Tirar as fotos pras revistas, ser a modelo das revistas? - pergunta mamãe Rafa
- Eu quero escrever as revistas - responde a pequena
Que fique bem claro: dinda Jô-jô desaprova esse comportamento rebeldezinho sem calça de Valentina. Linda do jeito que é, com aquele zoião azul (e, se lord ganesha permitir, vai ser grande que nem a mãe), ela podia tentar a carreira de modela. Se não der pra coisa, que vá ser disáin, artista plástica ou primeira bailarina do teatro municipal. Agora, fazer revista? Era só o que me faltava...
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Comecei a beber.
Parafraseando Maiakovski, é melhor morrer de vodka do que de gripe.
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Pra botar na agenda, se programar, etcetera e tal.
Quem estiver em Porto Alegre no próximo sábado, 15 de agosto, tem bazar de troca na minha loja preferida, a Pó de Estrela:

Aliás, a Pó de Estrela, todo mês, tem uma programação especial na loja. Esse mês, tem ainda bazar Vão dia 22. Acompanhem o blog e se cadastrem para receber as news com a programação do mês. Eu recomendo.
# . por Joelma Terto
Terça-feira, Agosto 04, 2009
OU
SABOR ARTIFICIAL DE JORNALISTA - SEM CONSERVANTES
Eu não sei quem é a moça, mas isso só comprova aquela minha teoria, mais surrada e rasgada que jeans de grunge velho, de que eu vejo tudo e não morro:

e mude djá de profissão
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Eu vou confessar pra vocês: eu nunca gostei (com cacófato proposital e tudo) de Maicol Jequisom. Talvez eu goste mais agora, depois que ele morreu. Não porque eu seja uma pessoa cheia de humor negro e tal. Mas é que ficou muito mais divertido ver coisas como isso:
e isso aqui ó:
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Finalmente, a turma do escritório descobriu Bebe Negão. Não foi bem assim, "descobriu". Eu que apresentei. Um pouco tarde, eu sei. Dia desses, fim de expediente, eu fui lá e tasquei um iu-tsube. O povo da redação foi chegando em volta, todo mundo de mãozinha pra cima. Até a chefia se animou. Cada um tem sua parte preferida. A minha, particularmente, é quando ele diz "eu vô bebê pra isquecê a crise monetária internacional".
VAI DIJEI!
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Mas no fim do dia tem um vazio macabélico e tem Wado, que é "pra acalmá o mô coração sofredô":
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"Só um sonrisal pra arrebater / só um sonrisal pra arrebater"
# . por Joelma Terto
Quarta-feira, Julho 29, 2009
Como desgraça pouca é bobagem, tem show do Little Joy aqui em Portalegre no dia 13 de agosto, exatamente o dia que viajo pra São Paulo. Bem feito, pra quem fica, que o show é n'O Pinicão. Momento Minha Vingaça Sará Maligrina: som ruim, fumaça de cigarro e gente com asa. Bem feito. Pra mim e pra você e todo mundo.
E nesses dias ordinários, o que me salva, de mim, de você, de todo mundo, das flores e dos insetos, é o disco novo de Wado. Clique lá e baixe aqui, agora, já, "Atlântico Negro". Cante junto, chore junto, entre em êxtase, caia de amores, levante, acorde pra vencer, vá à luta.
(seis minutos e meio de wado, pra quem apetece:
)
E eu digo e repito, correndo o risco de ser - repetitiva? - o que me salva, mesmo mesmo, de verdade, é essa capacidade de ver as coisas com olhos de primeira vez. O mundo, a vida, os viadutos. As pessoas. É essa capacidade torta e tosca de me encantar. Com o mundo, a vida, os viadutos e as pessoas. De amar e de desamar. Gostar e desgostar. De mudar de opinião. De me apegar profundamente. De jogar fora. De querer demais. De sonhar com o verão e viver intensamente esse inverno úmido. De não saber o que fazer com as mãos, onde enfiá-las. Não fosse assim, não seria eu.
Falando nele, Valentina e eu sonhamos com o Verão. Ela, a pequena, pra tomar sorvete. Eu, pra usar meu bracelete novo, de couro fake (é assim que diz agora nas revistas: couro fake), com estampa de tigre (ou de tigresa?), a derreal. É o que me faz andar pra frente, não pra trás, com pernas de caranguejo.
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E lá vai a arquiteta, ser feliz e fazer seu caminho em Barcelona.
E eu fico aqui pensando nos caminhos e nessa coisa mágica que são os caminhos que se cruzam.
Vocês leram os comentários do último post? Se leram, podem pular pra próxima fase e correr pro abraço: vão lá no blog da Pri Barbosa, bailarina coisa linda sorriso lindo toda tudo, vão lá agora ou cliquem bem aqui e leiam, estupefactos, essa história de amor, glória, perdição, dinheiro, fama, mulheres, iates e um... pôster de zebra jogado no lixo por uma tia que foi morar em Aracaju.
Coincidência? Brujaria? Destino? (falta) de sorte? Não sei, só sei que foi (e é) assim. E que eu acredito. Em tudo isso.
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"Em branco e preto/ negro, parto / no mar azul / Atlântico Negro vai renascer" (wado)
# . por Joelma Terto
Segunda-feira, Julho 27, 2009
Momento de(coeur)ação:
Lembram da parede chocolate de uns posts passados?
Agora ela está assim:
Finalmente conseguimos, 77 e eu, colocar os quadros. Agora a gente tem uma geladeira na sala. Eu já falei de Sísifo, não é? Eu me sinto so Sísifo...
E eu já falei que eu ando com vontades zeros de escrever em blog? Então eu vou mostrar a parede, pra ter assunto pra papear por aqui.
Algumas considerações sobre quadros e paredes.
Antes de botar os bichos na parede, a gente utilizou a clássica técnica de dispor as molduras na chon, medir tudo bem medidinho e ver como vai ficar. Na hora H, acabamos mudando alguns de lugar e descartando três quadrinhos. Mesmo assim, recomendo o macete.
Dessa vez dispensamos a furadeira. 77 descobriu, na ferragem, os tais pregos de aço. São uns preguinhos tiquinhos de nada, mas super resistentes. A técnica do numérico é: um pedacinho de durex na parede (pra não soltar o reboco) e preguinho de aço nela. Deu super certo, até pros mais pesados - embora não tenha nenhum pesadão.
Por último, só para constar, algumas das molduras são, nada mais que porta-retratos de 1,99. E eu queria contar, brevemente, a historinha do pôster da zebra. Ele foi um dos meus melhores achados decorativos dos últimos tempos. Foi achado mesmo, no lixo, abandonado na frente do meu antigo prédio. Levei pra casa e incorporei à decoração. Quando vim pra esse apartamento deixei de lado porque além da gravura estar bem amarelada, a moldura estava quebrada. O 77 fez um belo trabalho de "restauração digital". Escaneou tudo, pedaço por pedaço, reconstruiu e nós mandamos fazer uma nova zebra, em plotagem, numa gráfica. Depois foi só emoldurar tipo pôster e botar na parede. Esse processo todo levou só uns 6 anos. Sísifo, tão ligados? Pois é. Mas agora ela tá aqui, faceira, na minha parede.
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Momento "O consumo é mesmo uma merda" - lá vai Joelma gastar todos seus cobres (os que sobraram no fim do mês) em... papel higiênico!!!
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É coincidência ou destino você estar em São Paulo no mesmo dia do show do Little Joy? É coincidência, destino ou muita falta de sorte o evento do seu cliente ser no mesmo dia do show (e você não ter um puto tostão furado, afinal de contas)? Então tá combinado: de 13 a 19 de agosto, em São Paulo, sem show, mas conferindo as (ui!) teindêincias - ou as novas ondas, como diria a querida Viv Pontes - de decoração.
# . por Joelma Terto
Quarta-feira, Julho 22, 2009
"Respeitável público:
A Sociedade da Grã Ordem Cavernista pede licença para apresentar
O maior espetáculo da terra"
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"Quem vê a advogada Tatiana Bender Carpena Menezes de Oliveira, 32 anos, pensa que ela é daquelas mulheres magras desde que nasceu. E é. Tem 1m79cm e pesa 59 kg. Ainda assim, não dispensa uma rotina intensa de cuidados com o corpo. Faz aulas de Body Pump (aulas monitoradas de levantamento de peso), caminhadas e drenagem linfática uma vez por semana. Já submeteu-se a 30 dolorosas sessões de carboxiterapia e planeja um tratamento de luz pulsada para eliminar as manchas do rosto. Há 10 anos, colocou 190ml de silicone, há quatro retirou varizes, há três fez plástica no nariz e há dois fez lipoaspiração na região dos culotes. O cabelo de Tatiana é liso, mas ela é adepta da escova de chocolate para garantir a ordem dos fios e tem clareamento de dentes agendado para a semana que vem.
(...)
– Sei que invisto bastante nisso, mas, para mim, os cuidados pessoais são melhores do que qualquer terapia. Se o meu corpo está bem, a minha cabeça também fica. Sem neuras – conclui."
O trecho acima é da matéria de capa do caderno Donna, da Zero Hora de domingo, sobre o mercado de estética, que se mantém sempre sempre sempre aquecido, mesmo em períodos de crise.
O grifo é meu.
E, como eu sempre sempre sempre digo: eu vejo tudo e não morro.
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"Mas êta vida danada!
Eu não entendo mais nada
É que esta vida virada
Eu quero ver...(2x)"
(Raulzito Beleza em Êta Vida)
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Aproveito para publicar, aqui e agora, meu novo epitáfio. Setinho, se eu morrer hoje, eu quero que escrevam bem assim na minha lápide: "Viu quase tudo". OQUEI?
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"- Alô!
- Oi! É o Jorginho Maneiro? É verdade que agora você é hippie?
- Podiscrer!
- Podiscrer! Podiscrer! Podiscrer!..."
(Raulzito Beleza, em Eu acho graça)
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Graças à mãe do Theodoro, agora eu, a Sandy e a Roberta Arabiane temos um segredo do sucesso de beleza em comum. Sim, aderi ao Hipoglós contra as olheiras, pés de galinha, maus pensamentos e olho gordo. Adoro amigas bem informadas. Quer aderir também? Pergunte ao google como.
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"- Está no aaaaar? Estamos aqui, em plena Cinelândia, gravando o programa Brasa Viva. Vamos entrevistar um transeuuunnnnte. Ei! Er... você aí, qual é o tipo de música que você prefere? Melodiosa ou barulhenta?
- Barulhenta, né? Eu sou jovem."
(introdução de Todo mundo está feliz qui na Terra)
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Antes tarde do que mais tarde ainda, 77 e eu assinamos nosso atestado de classe média: realizamos, com ajuda de familiares e em suaves prestações, o sonho da geladeira frost free nova, dois pisos, brastemp, cromada, aproveitando as vantagens do IPI reduzido.
É Orestes, tem horas que nem eu mesma me aguento.
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"Há um hippie em pé no meu portão, no meu portão, no meu portão"
(introdução da música Chorinho inconsequente)
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Em tempo: vendo geladeira usada, com marcas de sabedoria da vida, mas funcional. Não dá pra se exibir com as visitas, mas gela e congela. Pergunte-me como.
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"Você diz tudo o que sabe (sem saber)
que você não sabe nada (podes crer)
eu queria dar um jeito
mas você é tão legal
Você é tão legal, legal, legal
Você é tão legal, legal
Você é tão legal"
(Raulzito Beleza em Eu não quero dizer nada)
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Eu queria dizer pro seu Eugênio - e anunciar publicamente - que: EU NÃO ESTOU PREPARADA (físico e psicologicamente) PARA A HECATOMBE CLIMÁTICA DO FINAL DE SEMANA.
Obrigada.
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"Eu vou dançar o soul miusis, hehehe"
(introdução, cantada jocosamente por Mirian Batucada, da música Soul Tabaroa)
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Àx veizis eu sou igualzinha à Anabela de Malhadax, não sabex?
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"Hoje podia ser domingo
segundo de janeiro
pra mim vai dar no mesmo lugar
vai dar na minha alegria
eu não quero mesmo nada
eu não tenho nada a ver com isso"
(Raulzito Beleza em Todo mundo está feliz aqui na terra)
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E hoje eu ajudei um velhinho preza a atravesar a rua.
"Ei, mocinha. Me ajuda aqui a atravesar a rua. Eu enxergo bem, sabe? Eu só não consigo ver os carros. Já posso atravessar?"
"Só mais um pouquinho, que o sinal ainda está verde"
"Ahhhhh, tem sinaleira, então?"
Às vezes, mas só às vezes, eu sou igualzinha ao velhinho preza cegueta que ajudei a atravesar a rua hoje pela manhã.
...
As laranjas continuam verdes? TOCA RAUL!!!!
"Aos Trancos e Barrancos" - único samba do Belezura Beleza Raulzito. Pra ouvir e cantar junto, bem alto:
"Taí eu sou um cara que subi na vida
Morava no morro e agora moro no Leblon.
Eu vou pendurado na janela, vou mais pensando nela
Que esse sujo pelo chão
Eu vou descascando a minha vida,
Sujando a avenida com meu sangue de limão
Rio de Janeiro
Você não me dá tempo de pensar com tantas cores
Sob este sol
Pra que pensar se eu tenho o que quero
Tenho a nega, o meu bolero, a TV e o futebol
Eu não vou levando nosso leite, troquei por um bilhete
Da roleta federal
Eu vou pela pista do aterro e nem vejo meu enterro
Que vai passando no jornal"
...
Todo mundo - todo todo todo todo mundo - devia ouvir o disco Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10, ligar o foda-se e ser feliz. Hoje, aqui e agora.
# . por Joelma Terto
