domingo, março 15, 2015

inunda_ção
Acorda de madrugada com o barulho do trovão.
Levanta sobressaltada.
Corre até a janela.
(Chove por dentro.)
Volta.
Vira.
Se revira.
Tem febres suores tremores deliriuns.
Procura vírgulas.
Acha pilhas, pílulas, três chaves que não abrem (nem fecham) porta alguma e uma garrafa d´água, só que vazia.
Não tem mal.
Também não tem cura.
Mas, dói.
E chove. Chove. Chove. Chove. Chove. Chove. Chove. Chove...


atravessando a Osvaldo Aranha, antes de entrar no parque Farroupilha
Porto Cinzalegre -



# . por Joelma Terto .  0 Comentários