quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Das pequenas distrações cotidianas
Ou do como a gente perde o ponto focal do que é mesmo importante:


Ela me olhava, debaixo da marquise, enquanto eu fotografava a casa abandonada.
Mas só a vi depois, pela tela do celular.
(Carece colar a foto aqui. Seu olhar era de tristeza.)


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É engraçado como a gente repele o que parece muito com a gente.



Da minha janela, perdõo a vizinha do prédio ao lado pela toalha do Romero Britto.
“Perdôo o quanto me fui / do que me fiquei / Por me levar / Por não saber o mal que me fiz”



[nota de rodapé]
Megalomania é uma merda.
Eu mesma: acho que as minhas lágrimas são mais salgadas que a dos outros. (e elas são)



# . por Joelma Terto .  0 Comentários