terça-feira, dezembro 08, 2009

de vento
"Tornamo-nos escravos de quem fomos no passado. Se ontem dissemos que faríamos tal coisa, como hoje mudar? Se ontem elegemos o sorvete de pistache como o nosso favorito, como hoje desejar o sorvete de sambayon? Se ontem fiz ou pensei tal coisa, como posso hoje fazer ou pensar diferente? E se percebemos em nós a tendência à multiplicidade? Uma vontade, hoje, agora, de fazer, pensar e sentir diferente. Mas não! E E nossa coerência? Estabilidade? O que os outros vão pensar de nossa saúde mental? Dirão que não sabemos o que queremos! Dirão que somos birutas como os marcadores de vento, loucos como o tempo ou, simplesmente, pouco confiáveis, já que mudamos sempre de opinião. Dirão mesmo isso? Seremos nós o assunto dos outros? Não se iluda: temos tão menos importância do que gostaríamos!"

Primeiro vieram elas, com esse trecho aí em cima, do livro "A vida como ela é para cada um de nós".

Depois, vem Lila Rizzon falando sobre mudanças e a necessidade de adaptar-se. (E vocês não sabem quão fã de Lila Rizzon eu sou. Ah, sou.)

E logo depois de tudo isso, veio Raulzito (na pelo do Julinho Andrade), me lembrar que é preferível ser "essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".

E tudo o que veio depois, simplesmente, não fazia mais sentido, nem tinha tanta importância:

O cocô de cavalo que é você se dar conta que o tempo tá passando e você não fez nada relevante da/na sua vida. Que não criou nada interessante, não teve nenhuma ideia brilhante, não escreveu um livro que virou best seller, não foi reconhecida, não ganhou dinheiro, não viu Paris? Não tem importância.

A coxa grossa roçando na outra coxa, a gorda, em dia de calor? Não tem importância.

Eu, que já pedi constância, quero outra coisa. Uma coisa ao contrário.Quero dar (ainda) mais risada de mim mesma, não me dar tanta importância e me reinventar. Mudar e se adpatar. Amar e perdoar. E vice-versa.

# . por Joelma Terto .  2 Comentários