quinta-feira, novembro 26, 2009

dura lex, sede lex
A coisa toda começa a mudar de figura quando a gente vê alguém que a gente ama muito sofrendo mais do que a gente (pensa que está sofrendo).
Mesmo com o sentimento filho-de-uma-puta de impotência, de (achar) não poder, de querer botar no colo e não ter braços, muda.
Garanto que muda.

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Não gostar do Diogo Mainardi (pode ser o Juremir, o Dunga, o Bob Fields, o Coffy Anan, o Lula Lá...) é uma coisa. Odiar e julgar demasiado quem gosta do Diogo Mainardi, do Juremir, do Dunga, do Bob Fields, do Coffy Anan e do Lula Lá, só por gostar do Diogo Mainardi, do Juremir, do Dunga, do Bob Fields, do Coffy Anan e do presidente, é outra. Completamente diferente. Mas isso é, obviamente, só um exemplo torto.

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Eu já pedi muita coisa (a Deus? ao mundo? a essa energia cósmica que rege o universo?). Eu já pedi paciência. Já pedi perseverança. Já pedi constância e, mais ultimamente, destreza com a mão direita pra passar o rímel no olho sem borrar muito. Hoje eu peço mais tolerância. Dá-me (mais) tolerância, senhor? Eu peço-grito-rezo-xingo bem alto, só que internamente, todo dia quando levanto da cama. É difícil. Especialmente em relação aos emos, com suas lágrimas falsas de kajal e suas garrafas de vinho que emporcalham a rua nos domingos à noite, no caminho de casa.
Mas eu peço. E tento. Juro que tento.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários