quinta-feira, setembro 17, 2009

dalegria
Então depois de pular, cantar, rodar, dançar e imitar abelha, ela me deita no pufe e brincamos de mamãe e filhinha. A mãe era ela, óbvio.

- Filha, eu vou nanar você. Deita aí e dorme.

- Mamãe, mamãe! Eu tive um pesadelo!
- O que é um pesadelo, FILHA?
- É um sonho ruim, mamãe.
- Eu vou fazer um chá de alecrim pra você, filha. (prepara um chá imaginário). Bebe aí e você não vai mais ter pesadelo.

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Eu amo ela desde sempre. Desde quando ela era ervilha. Desde quando ela nem tinha nome e era minha Lola - não por causa do Charlie, mas da música do Chico. E eu sempre acho incrível isso: esse amor todo por essa coisica pequena e serelepe que não é minha e que agora já tem 4 anos e pensa que é gente. E pensa que pensa.

E porque hoje é dia de Valentina - de buscar Valentina na escola, de levar Valentina pra minha casa, de dar banho em Valentina, de alimentar Valentina... - hoje é o dia mais feliz.

É.

A Princesa e Eu, num autorretrato


...

"Há muita espera numa fuga, e delírios de comprar disfarce em terminal rodoviário, mas nem óculos escuros eu providenciei e, para controlar a ansiedade, não havia levado relógio".

O trecho é de Sinuca Embaixo d'Água, de Carol Bensimon, que tô lendo devagar, aos pouquinhos, como se fosse pro gosto bom na boca durar mais tempo, como se fosse pra disfarçar o cansaço e o medinho do que virá...

...

No meu radinho, o namorado da Mallu canta:

"Acho que não vai dar tô cansado demais / Vou ver a vida a pé ai ai ai ai
Acho normal tá no mundo feito faz o mar num grão de areia
"

Adoro. Adoro. E o abandono? Desse blog, de mim e dos afetos? Nem vou falar, nem vou falar...

# . por Joelma Terto .  0 Comentários