terça-feira, agosto 18, 2009

10 anos esta noite
"Quanto mais o tempo passa, mais eu me sinto estrangeira"
(Alex, personagem de Fernanda Torres, no comecinho de Terra Estrangeira)

Pois não é que esta noite, na noite de hoje, hoje mesmo, só que à noite, fazem exatamente 10 anos que eu cheguei em Porto Alegre, só que pra ficar? Talvez eu não soubesse que era "pra ficar" - a gente não sabe muita coisa aos 22 anos. Mas eu vim, vi e fui ficando.

E talvez eu fizesse uma comemoração qualquer, uma celebração, se eu estivesse em casa, hoje à noite.

Talvez, daqui a pouco, quando eu descer para brindar o fim do trabalho com chefe e clientes, eu brinde por isso também, aqui, secretamente. Talvez pela minha resistência. Pelos jacarandás. Pelo amor encontrado entre um comentário e outro de uns blogs, um teatro infantil e uma tarde na Redenção. Talvez eu brinde pela Redenção. Pela minha Redenção, minha República, meu Guaíba, meu pôr de sol. Eu brinde pela Rafa e pela Valentina, que fazem parte de mim - e por todos os outros, inomináveis, amigos, irmãos, queridos, amados, perto-longe-perto. Talvez eu brinde pela minha porto alegre, mon amour.

minha Redenção. por 77 de Arrabéus
clique para ampliar


De lá, ou daí, 77 manda dizer que eu mereço a chave da cidade.
Driquinha vai mais longe: diz que eu já sou uma gaúcha.
Eu me divirto lembrando que cheguei só com uma mala azul, uma mochila, uma caixa de papelão com alguns Cds, livros e toda disposição dos vinte e poucos, depois de 3 mil quilômetros e dois dias de festa punk com vinho tinto naquele ônibus de xovens estudantes de comunicação.
Acho que consegui juntar muita coisa nesses 10 anos: uma gaveta cheia de pulseiras de plástico, amores, um quintal que nem é meu de verdade, papel, roupa fora de moda... Foram mais ganhos que perdas. Foram perdas que não dá pra calcular.
Tem sido uma aventura e tanto. E tá só começando.

...

pra ler ouvindo:



# . por Joelma Terto .  0 Comentários