sexta-feira, junho 19, 2009

reboco & tramelas
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XII

O planêta seguinte era habitado por um bêbado. Esta visita foi muito curta, mas mergulhou o prìncipezinho numa profunda melancolia.
- Que fazes aí? perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma coleção de garrafas vazias e uma coleção de garrafas cheias.
- Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.
- Por que é que bebe? perguntou-lhe o prìncipezinho.
- Para esquecer, respondeu o beberrão.
- Esquecer o quê? indagou o prìncipezinho, que já começava a sentir pena.
- Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.
- Vergonha de quê? infestigou o prìncipezinho, que desejava socorrê-lo.
- Vergonha de beber! concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.
E o prìncipezinho foi-se embora, perplexo.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, dizia de si para si, durante a viagem.


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Cíclico.

(Nada mais me importa essa noite - só o meu princepezinho e eu. Sim, aquela mesma surrada, esgualepada, amarelada & sem capa edição brasileira de 1966, do Le Petit Prince, herdada de mamãe quando esta morava e estudava em um internato no Recife - sim, cada vez fica mais rico em detalhe o objeto de minha herança. e mais melhó)

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A queda do diploma (ou o fim da exigência do diploma de jornalista para exercício da profissão), obviamente, suscitou muita discussão, celeuma, queda de braço, lutas de egos, briga de mulher na lama e piada sem graça do tipo: não apanha pra pegar que eu vejo teu cofrinho. Eu? Obviamente não tenho nadica relevante pra falar sobre o assunto aqui. Porque não, né? #cansei #afetomorta

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Eu tinha uma pergunta retória da semana pra colocar aqui. Mas eu esqueci.

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Se você está cagando no maiô para o futebol, como eu, e mora em portalegre, como eu, convoco para ouvir TANGO, mui bem executado [por um señor de fino trato + um velhinho elegante], e beber cerveza preta, mui xelada, na próxima quarta-feira à noite, no Parangolé (ali na Lima e Silva). A convocatória tem a ver com revolução & rosas na boca. Vive la résistance! (e la vida lôca, craro. Né não, Levinha?)

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a coleção


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Às armas, cidadãos!

# . por Joelma Terto .  0 Comentários