quinta-feira, abril 16, 2009

eu psico, tu psicas, ele psica...
Sabadão de sol, 77 e eu fomos almoçar no restaurante japonês que adoramos lá no Mercado Público. Não fazia três minutos que sentamos, olho pro lado e estavam lá, as duas: a ex-psi e a atual psi, juntas!

Puxei o 77 pra baixo da mesa (ok, é só uma grande piada isso de puxar alguém pra debaixo da mesa pra contar alguma coisa que seria, a rigor, uma espécie de segredo, porque eu adoro quando eles fazem isso nos filmes, ou faziam. não faziam?):

- Não olha agora, mas, à tua esquerda, segunda mesa, estão a minha ex-psi e a atual. Juntas!

Ele disfarça, coloca o guardanapo na cabeça (não, ele não colocou, é só uma grande piada isso de colocar um guardanapo na cabeça quando quer se esconder de alguma coisa, camaleônico, mas se fica mais à mostra), olha de lado, e pergunta:

- Quem é a ex e quem é a atual?

- Tire suas próprias conclusões - respondo.

- Acho que a ex é a que tá de blusa de oncinha - responde, certeiro.

Eu não sei se isso já aconteceu com vocês, mas foi bem assim que sucedeu-se com moizinha aqui. Então eu fiquei me fazendo de blasé, olhando pro lado oposto, fingindo, o tempo inteiro, que o troço não era comigo. E todo mundo que sabe da história diz que aposta que as duas falaram sobre mim durante todo o almoço. Serááaaaa? O que é que eu faço agora, doutor?

...

Alô, Freud? Ando com uma vontade - doida e inconfessável - de comprar uma blusa de oncinha! Tem cura eu?

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Minha melhor definição pra psicanálise até agora: psicanálise é uma paulada na cabeça. E a gente paga pra levar paulada na cabeça. Pode? Pior que pode...

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No próximo capítulo: encarando a psi - e a si mesma - na segunda feira como se nada fosse.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários