quarta-feira, março 18, 2009

drive boqueirão
Era pra eu ter voltado aqui nesse monomulti muito antes, com a terceira parte do Diário da Deusa. Mas eu falhei, né? Uma coisa sobre mim: eu sou altamente falhável, incrivelmente falível. Era pra eu ter voltado cheia de estórias de luxo, de glamour e decadência sobre como foram meus últimos momentos com Denize Barros e como, depois, eu fui entregue ao engenheiro Cráudio & cia. e nós tivemos uma linda tarde livre para compras, nos Jardins. E que no dia seguinte nós, muito finos, no maior estilo mayrink da veiga albuquerque e sá haddock lobo dos campos elísios, fomos todos pro Museu de Arte Sacra fazer carão pros santos barrocos. E que, depois de tudo isso, os meus queridos amigos me fizeram fazer uma visita a um quartel de polícia, de verdade, com camburão furado de bala no pátio e tudo, mas isso é uma longa estória que, não, não cabe aqui.

Depois eu ia elocubrar sobre o ser, o nada, o talvez, o contudo e o todavia. E, sobretudo, sobre essa coisa assim toda delicada de ser/estar mulher.

Mas não deu.

Porque agora, meus amigos e amigas, eu estou bem aqui, na cidade de Não-Me-Toque, de volta à vida REAL (de realidade, não de realeza) e estar aqui, em Don't Touch Me City pela quinta ou sexta ou milésima vez consecutiva parece me soterrar em contradição, mas é o que faz a minha pacata vidinha fazer sentido. Entendam como quiserem.

Eu tinha um monte de coisas pra escrever nesse blog, me creiam. Mas, mais uma coisa sobre mim: eu sou uma pessoa que vive perdendo o timing e o bonde. Eu chego atrasada sem querer chegar. E essa azia me faz lembrar que ontem eu estive pela quinta ou sexta ou milésima vez no Festival Nacional da Cuca com Linguiça - primeiro ano sem trema! - de Victor Graeff, cidade da mais bela praça, enchendo o bucho de cuca, chopps quente e linguiça, obviamente. E, embora eu saiba que a piada já perdeu a graça, eu me diverti e ri de mim mesma do mesmo jeito.

cuca com linguiça no self portrait yesterday - chopp 1


chopp 2 - "essa banda é beeeem ruim!"


chopp 3: alegria total, irrestrita e tremelique no interior do Brasil!


...

"Fico tomando essa cachaça / tomando um chá.
Me sinto um pouco decadente / um tanto quanto decadente...
Mas com estilo
Um pouco decadente
Mas com estilo
Alem disso eu nem progredi no meu blues tropicalista
No meu blues neo modernista
Na minha canção mais stereofônica
E eu gosto de Porto Alegre
E eu gosto de Porto Alegre
E eu gosto de Porto Alegre
"
(Jupiter Maçã nunca fez tanto sentido)

...

Terceira e última coisa sobre mim no post de hoje: eu sou uma pessoa comum, uma mulher dessas de mais de 30 com um monte de probleminhas bestas de ordem diversas - de falta de grana a chulé - comuns a uma mulher de mais de 30. Agora, vamos combinar assim: baixa auto-estima não, tá? Combinamos assim.

...

A pergunta que ecoa e pede resposta: quem são os sobrinhos do Tio Hugo?

# . por Joelma Terto .  0 Comentários