segunda-feira, setembro 08, 2008

das reclusões - ou da metáfora da roseira sem espinhos
meu epitáfio: Foram as pequenas coisas as que mais valeram.

(eu ia sair da mudez pra fazer um post enorme sobre zilhões de coisas existenciais que andei pensando depois de um café da manhã de padaria num sábado ventoso com Belly. mas esqueci quase tudinho o que eu tinha pensado e estruturado mentalmente em escrever aqui. era balela, no fim das contas. mas isso, por si só, já vira um post e uma quase volta. alguma coisa, que eu vagamente me lembro, tinha a ver com falsos glamures e com o que realmente vale a pena de verdade. quando eu falo em coisas pequenas que valem mais no meu futuro e inevitável epitáfio, parafraseando Renato Russo, eu já digo tudo. porque são as coisas pequeninhas que fazem a diferença nesse negócio doido que é a pessoa TER QUE um monte de coisas nessa vida. cês tão me alcançando?

isso só parece uma volta. mas não é. e se tem alguma coisa definitiva que eu escreveria aqui, nesse exato momento, seria: não há psicanálise sem choro, ranger de dente e uns ai-ai-ai-ui-ui-uis pontuando o lento e doloroso processo.

as perguntas retóricas do dia seriam: dá pra ser firme sem ser dura? toda mulher na casa dos trinta entra, inevitavelmente, em crise em algum ponto do caminho de tijolos amarelos? e sai? essa última é a pergunta-pergunta; favor alguém que passou da casa dos trinta, responder.

anotação mental: recuperar a doçura perdida... e ainda sobrar tempo pra flanar pelo bairro onde fica o escritório depois do almoço e dar risada no final do expediente.)

Felipe de Oliveira, Petropólis, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.
Clique na foto para ampliar. Mais fotos do passeio pelo bairro na hora de almoço de um dia frio e ensolarado, aqui.


sobe BG: "Deserto de Sal", Wado

# . por Joelma Terto .  0 Comentários