terça-feira, julho 08, 2008

thermogenics ou conversas de pescadora
77 e eu tivemos um final de semana incrível.

No sábado nós nos fantasiamos de jovens e fomos comemorar, antecipadamente, o dia do róque no Porão do Beco, lugar freqüentado por gente bonita & elegante e que, obviamente, eu nunca antes tinha botado os pés. Foi uma tentativa quase exitosa, diga-se, de rejuventulização do casal. Porque eu cansei de ser uma velha coroca reclamona e ficar em casa coçando frieira sábado à noite. Na verdade até encher a cara, eu passei a noite reclamando muito. Do banheiro sujo, da gente malinducada, do cigarro, do barulho e até da aparência desastrosa das sósias guascas da Amy Winehouse, por deus do céu nosso senhor! Jovem é uma merda mesmo. E alguns fazem lml com o polegarzão levando: absurdo! No meu tempo...

Mas enfim. Os shows foram ótimos, com exceção da Tom Bloch, que, devinitivamente, eu não gosto. Porque eu não sou obrigada. Mas como eu sou uma pessoa contraditória, também descobri que eu AMO essa música dos caras e, desde então, ela não sai mais do repeat. Todo mundo cantando junto e BEM ALTO: "na sacada, na cadeira, na chaleira, cheiro de flores...". É tão fófis, querido diário.

No domingo, ainda bêbada e mal apanhada, fui arrastada pelo 77 para a praia. Dia quente & bacana de sol e céu azul, não tinha programa melhor que curtir a Festa NACIONAL do Peixe de Tramandaí, não é mesmo, minha gente? Na verdade a gente queria era ter ido pra Festa da Polenta de Boqueirão do Leão, mas descobrimos que os 650 ingressos postos à venda já estavam esgotados. Mentira: a gente foi pra Tramandaí porque temos parentes lá. E só nos demos conta que esses parentes tinham nos arrastado pra Festa do Peixe quando já estávamos em um galpão gigante fedendo a peixe frito e apinhado de gente (umas dez mil novecentas e trinta e cinco pessoas).

Eu não sei se conto ou se poupo vocês dos detalhes sórdidos. Mas eu vou dizer que a melhor parte foi quando a mesa já estava cheia de peixe - frito, em postas, filé, à milanesa, camarão no palito com queijo, casquinhas de siri e a tradicional TAINHA ASSADA - e começamos a ouvir aquele som de bandinha alemã: pó-pó-pó-pó-po-po-po-po. Aquilo não fazia o menor sentido, mas vocês sabem, se é gaúcho tem que ter alguma coisa italiana ou alemã. Aí me surge um boneco gigante de peixe, o-b-vi-a-men-tê, que é o mascote da festa (veja o vídeo por sua conta e risco, mas veja até o final), dançando feito um siri maluco no meio da multidão ao som da bandinha, acompanhado das SOBERANAS, que são aquelas moças bonitas que se prestam a ser rainha, primeira e segunda princesa das festas do interior do sul do meu Brasil. O bicho se rebolava todo e fazia aquele passinho do afogamento ETERNIZADO pelo claudinho-e-buchecha, sabem? aquele de tapar o nariz com os dedos e emular um mergulho numa piscininha rasa e imaginária? Pois é disso que eu tô falando.

Foi divertido. Ainda mais que depois fomos todos (incluam aí as gracinhas dos sobrinhos do 77) pra um parque de diversões de verdade e me deixarem andar num brinquedo de verdade, desses que voam e tudo. E eu nem vomitei apesar do bucho cheio de coisas do mar. E depois 77 me largou no meio de um outro galpão cheio de loxinhas e eu me danei a gastar e comprar, de modos que voltei com uma sapatilha de BOLAS e uma bolsa maravilhosa a mais e dinheiro de menos na carteira, que até o Oscar Quiroga resolveu me dar nos dedos e soltar a letrinha no meu horóscopo de hoje numas de que o ser humano precisa compreender a diferença entre a riqueza espiritual e material. Toma nessa tua cara.

Voltando a Tramandaí, a essas alturas e horas da tarde o negócio estava insuportável. Fazia calor, tinha chegado mais umas cinco mil duzentas e quarenta e sete pessoas, tinha uma banda Gospel GRITANDO num palco e todos os adolescentes-emo da região(adolescente-emo deve ser redundância, mas vamos lá) no outro palco esperando algum shô de horror qualquer, gente, mais gente, cheiro de peixe frito no ar, pedregulho pelo chão e uma barraquinha de FONDUE DE MORANGO E CHOCOLATE NO PALITO. Foi ali mesmo que eu me acabei. Precisei ligar pro resgate pra me rebocarem de volta pra casa, juro por deus. Pena que perdi a apresentação da turma da 4a séria da Tia Chiquinha.

do chão


do céu


o Gui e o Sete, que fez fotos lindas da aventura espacial com a câmera dele que não tem a lente suja como a minha


um self portrait tuesday de quarta-feira


Voltei pra Porto Alegre desmaiada no banco de trás do Palio, capotadíssima, que a pessoa não tá acostumada a tanta atividade em menos de 24 horas, de ressaca e com sono. Não é tudo verdade, Sete?

...

A propósito, a melhor parte das nossas férias já está no ar no Flickr: praia! pelo menos pros gaúchos, néam? Com coqueiros.

...

"Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo tende piedade dos pecadinhos
Que de tão pequenininhos não fazem mal a ninguém
Perdoai nossas faltas quando falta o carinho
Quando flores nos faltam, quando sobram espinhos"
(Zeca Baleiro, na voz mais linda de Ceumar, essa sim, que não sai do meu iPobre)

# . por Joelma Terto .  0 Comentários