segunda-feira, julho 21, 2008

o mundo é mais complicado do que parece
Quase parecia não valer a pena acordar tão cedo e enfrentar hordas de gentes estúpidas por causa de dois ingressos a 20 reais. Mas era Jorge Drexler. E lá fomos nós. A saga, essa sim, nem vale a pena mesmo. Vale, e o que fica, foi o show lindo que vi(mos) ontem. Talvez o show mais lindo que já vi na vida. Que me fez chorar no primeiro acorde. Um homem sozinho, num palco de um teatro lotado, que dizia vir de "un prado vacío, un país con el nombre de un río". E toda beleza que veio depois. Mais de duas horas de pura singeleza, voz mansa, as letras mais bonitas, as melodias mais suaves, a bem-humorança na oscuridad do negritume daquele teatro metido a besta. Teve theremin ao vivo, teve participação especial de Vitor Ramil, salve salve, teve canção que adoro dos Beatles. Teve até Leonard Deus Cohen em ritmo de milonga! Teve as gentes cantando baixinho, suavemente...

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Cada uno da lo que recibe / Y luego recibe lo que da / nada es más simple
No hay otra norma: nada se pierde / todo se transforma (drexler)


Tão vendo essas paredes cor-de-rosa? Elas deixarão de ser assim essa semana. Isso significa que 77 e eu estamos às voltas com tintas, lixas, selantes e, principalmente, um pintor pra chamar de nosso - seu Wilmar, coisa mais querida. É bem coisa de quem não tem o que fazer mesmo, eu sei. Chamego Center em óperas e em breve (ou nem tão breve assim), com nova decoração. Aguardem.

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Também costumo atrair donas-de-casa e mães de família desesperadas.

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Essa semana começa, oficialmente, a temporada serrana de trabalho no inverno. O destino da vez é Caxias do Sul. Em agosto, curta temporada em Gramado. Volto vez que outra pra contar história.

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"Lo que tenga que ser, que sea
Y lo que no por algo sera
No creo en la eternidad de las peleas
Ni en las recetas de la felicidad"
(Jorge Drexler, em Sea)

# . por Joelma Terto .  0 Comentários