quarta-feira, julho 02, 2008

Gravatinhas Futebol Clube
Existem muitas são paulos. A São Paulo dos engarrafamentos astronômicos (que tal 45 minutos pra andar umas 10 quadras da Paulista às 4 da tarde de uma segunda-feira?), a São Paulo dos nipo-descendentes e a dos corinthianos de touca. Tem a São Paulo dos engravatados-de-crachá e, agora, a das áreas de restrição de caminhão em horário comercial. Tem a São Paulo da Vila Madalena e a do Ibirapuera. Do metrô, do minhocão e a da ponte nova do Roberto Marinho.

Benedito Calixto, no sábado


Mas a são paulo que eu mais gosto é a São Paulo das boas compras. A minha São Paulo particular das boas compras da vez começou no aeroporto de Guarulhos com uma passadinha na Sobral e a aquisição de uma pulseirinha feliz de resina de poliéster que dá vontade de comer - porque me gustan los sinteticos. Depois teve dobradinha vestidinho querido do Bom Retiro (sim, eu me presto, especialmente com parceria descontrol) e sapatinho delícia da Thádiva, comprado na feirinha de sábado da Praça Benedito Calixto (meu cantinho no mundo), porque versatilidade e hi-lo são tu-do! (não é mesmo, Maria Paula?). Teve ainda bolsa super diver and flower achada em super pechincha aleatória na Avenida Angélica e penduricalhos de várias espécies e funções.

Fútil é a vovozinha.

self portrait morumbi yesterday


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E o Bourbon Pompéia, minha gente? Tem a mesmíssima arquitetura questionável de todos os bourbons portoalegrenses. E o Zaffari paulistano tem, realmente, acento agudo no primeiro "a", de modos que o esquilo, lá, é assim: Záffari. Eu mesma vi, me disseram não. Mas preferi não entrar no súper (abreviatura pra supermercado, pros não iniciados no portoalegrês) pra ver se eles tiveram o topete mesmo de exportar erva Barão, Pastelina e ximia Ritter.

Papinho bem tolo e sem função, não?

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Obviamente não teve post paulistano. Eu não quero fazer desfeita não, longe de mim, mas nos meus primeiros dias na capital, meus anfitriãos - Erika & Thiago - tinham dado cabo no teclado sem fio, de modos que eu tinha que digitar clicando com o mouse em um teclado virtual tinhoso, o que equivale, para mim, a catar milho com embasamento objetivo em algebra linear avançada. Por deus do céu. Eles são ótimos, meus anfitriões, maravilhosos, sempre dispostos a receber a amiga-irmã sem teto na cidade grande. Mas teclado, teclado mesmo, de verdade, pras visitas, não tinha. 77 até deu a idéia ótima: eu podia fazer o primeiro post inteiramente digitado em um teclado virtual. Já imaginaram? "Como ninguém vai acreditar, tu faz também um vídeo que mostra tu digitando ele todo com o mouse sem fio", disse o trast..., ops, o meu marido.

Não dei bola, mas taí a fotinha do bicho, pra provar que rapadura é doce, mas não é mole:

À luz, Carolaine!


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O evento produzido pela firma na cidade grande foi um sucesso. Restou uma certa ressaca - emocional e física - de uma semana inteira passando trabalho em São Paulo. Estou de alma lavada, mas com uma cara péssima. Praticamente um zumbi, que anda com o olhar perdido num horizonte cinza qualquer. Já disse que tenho mais 15 dias de férias "em haver"? não? Pois é. Pois é...

# . por Joelma Terto .  0 Comentários