segunda-feira, fevereiro 25, 2008

space chakundum
as calçadas da minha cidade baixa
por 77 de arrabéus


Meu sobrenome é trabalho em março que se inicia só na oooooutra semana e tem sido hard-fucking-job nesse fevereiro que (eu até prefiro assim) não acaba nunca. Não é reclamação, é só uma constatação e talvez (mais uma) justificativa para a ausência e os posts burocráticos. Porque às vezes eu grito por dentro e gosto de dividir as coisas. E porque agora eu tenho mais um filho recém parido a quem preciso cuidar, alimentar e trocar as fraldas. E tem aquele outro, lembram? que loguinho terá novidades. E eu amo todos os dois, bem quentinhos debaixo das asas da mamãe.

Desejo com ardor os finais de semana para ver a Valentina, pra dormir até às 10, pra deitar no chão limpo da minha sala ou me balançar na rede nova no quintal. Pra assistir o recém-baixado episódio da quarta temporada de Lost comendo pipoca, fazer a unha no salão da esquina e cuidar de mim, da minha casa e dos meus afetos da forma como não consigo cuidar durante a semana atarefada. Talvez sejam esses meus luxos ultimamente, rainha.

Dia 2 viajo pra capital do Brasil. São Paulo, onde mais? A trabalho que adoro-descontrol. E dessa vez nem um pulinho na vila Madalena nem na praça Benedito Calixto nem visita aos amigos queridos. E na volta eu sigo diretaço pra mais uma temporada no inferno rural-agro de Dont-Touch-Me City Baby. Porque do mesmo jeito que a vida dá, a vida tira, vocês sabem. Tem muito, mas muito mais coisas (boas) pelo caminho, que não ouso falar. E lá pro fim do mês tem 77 indo com amiguinhos ver o Tio Ozzy (aquele mesmo gagá comedor de morcego, marido da Sharon, minha ídola) em Buenos Aires, enquanto eu devo seguir por aqui em dura labuta. Ufa, cansei.

Apesar das olheiras e da aparência de caco humano ambulante, eu tô cheia de gás. Então que venha logo março com suas águas. E que acabe logo para, quem sabe, eu tomar um ar lá por abril.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários