quarta-feira, fevereiro 06, 2008

isopor, papel crepom & confete




the falls
(clique para ver maior)


As Cataratas do Iguaçu são um espetáculo. Qualquer outro adjetivo que eu tente usar aqui vão soar clichê demais e eu não vou nunca conseguir traduzir a beleza daquele aguaréu todo caindo. É lindo ao cubo. Eu tive vontadinhas de chorar de emoção bem no final do passeio, quando as gentes vai bem na beiradinha do precipício d'água e toma um banhão de vapor (d'água) e se sente total em simbiose com a natureza. Recomendo. E recomendo muitíssimo o Hostel Paudimar. Eu fiquei no campestre, pertinho do aeroporto e do Parque Nacional, mas tem outro, menor, no centro. Melhor custo benefício, com direito a gente do mundo todo pra bater papo e se sentir menos só no mundo.

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Eu tomava um sorvete da Kibom no aeroporto do Foz do Iguaçu enquanto matutava sobre o fato de não ter comprado nadica nessa última viagem ao oeste paranaense quando aquela loxinha de aeroporto me chamou atenção. Entrei. E diria quase que aquilo não era uma porta de vidro de loja de aeroporto, mas um portal pra uma outra dimensão. Tinha de um tudo: sandália havaianas, blusinha indiana estampada com Shiva e Ganesha, colares de pedras, porta-insenso, lembranças de porcelana "estive em Foz e lembrei de você", cuia de chimarrão, lata de tahine e toda sorte de comida árabe enlatada. Meu mercado persa particular. Uma voz vinda do além falou "as bolsas são dérreal, moça". Eram umas bolsas verde-amarela, tinhosas, sobras da última copa do mundo. Talvez o que tenha me chamado mesmo a atenção tenha sido um tabuleiro com qualquer coisa dentro que de longe dava pra ler: "3 por 5". Gostei de um colarzinho de linha de crochê enrolado numas argolas assimétricas: 5 real. Botei no pescoço. Depois, olhei de soslaio um reloginho paraguaio de gosto duvidoso, sem pilha: 10 real. É meu. (77 garante que é usado). A dona da loja (e da voz do além) era uma atração à parte. Do jeito que estava, sentada numa cadeira de praia, dessas que dá pra deitar e bronzear de costas, ficou. De perna cruzada e tudo. Me disse que o relógio paraguaio de gosto duvidoso era tão bonito que mesmo sem bateria eu podia usar. "Assim, como fosse uma pulseira". Foi nessa hora que ela ganhou minha simpatia pra todo o sempre. No final tava me oferecendo café árabe, a turca. Eu esperando que, a qualquer minuto, fosse me apaixonar por uma peça qualquer de 174 reais e 95 centavos. Mas não. Quando me dei conta era hora do meu embarque e eu saí de lá, feliz da vida com meu colar de linha de crochê e o relógio paraguaio de gosto duvidoso. Sem pilha. Na conexão em Curitiba ainda comprei um chapéu de palha feito por uns índios de uma tribo paranaense que eu esqueci o nome. Por 4 reais. Adoro minhas compras. Adoro.

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Graças à curiosidade da Flavinha e ao seu Google: tudo sobre o autor d'O DEDO.

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Momento Estranhos Links: mais estautas bizarras mundo afora, aqui. (obrigada Ditágoras)

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Quase me acabei nesse carnaval: de saudade, desejo e muita vontade de estar, de novo, em Olinda. Subindo e descendo ladeira. Sendo feliz nos Quatro Cantos, me divertindo no Enquanto Isso na Sala de Justiça e detonando o rock n' roll no RecBeat. Definitivamente.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários