segunda-feira, janeiro 14, 2008

imagens de luzes quebradas
Porto Alegre, Jardim Lutzemberger, Casa de Cultura Mário Quintana
Ao fundo, Igreja Nossa Senhora das Dores


Beatles é foda. Aí, por causa de uma certa mocinha, você fica com uma das músicas mais lindas dos caras de Liverpool na cabeça dias a fio. E porque deu temporal e caiu a internet do escritório, você vem trabalhar em casa e descobre que a vizinha está ouvindo exatamente a mesmíssima música (será que ela lê o blog da Camel?). Aí você resolve fuçar no winamp e agradece aos céus pelo marido que tem, por ele ser afeito a discografias. Sim, nós temos TODA discografia dos Beatles em mp3. E voce fuça em tudo e descobre coisas ótimas. Por exemplo, você descobre que além da Fiona Apple, Across the Universe foi gravada pelo David Deus Bowie. E descobre do melhor jeito possível: sim, nós também temos TODA a discografia do Bowie. Você mexe e remexe e descobre mais. Descobre que Let it Be é, realmente, um disco ducaralho. Por toda a história, mas porque é todo lindo. E você fica ouvindo no repeat que nem uma doida aquilo tudo. E parece até fazer algum sentido que em uma das versões do disco Across de Universe seja a 7ª música do lado B e Get Back seja a 7ª do lado A. Porque são pequenas coisas assim que movem meu mundo. E não é por acaso que Two of Us está nesse disco. Eu já amo tanto a versão da Aimee Mann, imagina a original. (Cliquem no último vídeo, cliquem, cliquem, cliquem. Tem o Paul, o George, o Ringo e o Jonh, tão cool, tão cabeludos, tão tudo, nos 70's. E o John assobia, lindamente, no final).

E você segue agradecendo aos céus pela internet, pelo google, o wikpedia e todo o aparato contemporâneo que te cerca.

...

Então que eu fui ver, finalmente, Across the Universe, o filme. É lindo lindo lindo. Não tem como não lembrar de (e querer rever) Hair - só que todo meiguice, com os recursos do século 21 e a trilha toda maravilhosa dos Beatles. E eu, que sou uma manteiga derretida, comecei a chorar em Strawberry Fields Forever e não parei mais - por sorte, mais da metade do filme - com ápice em Hey Jude, com direito a lágrimas salgadas, ranho e soluços baixinho. E vocês podem pensar que é um filme sobre amor ou sobre qualquer estúpida guerra. Mas eu acho que é, sobretudo, um filme sobre amizade. (E, ei!, a história do Let it Be, o disco, tá lá, no finalzinho do filme. E o Bono tá ótimo de Doctor Robert). Daqueles filmes pra ver, rever muitas vezes, se emocionar e recomendar.

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Entoem o mantra:

Jai guru de va om
Jai guru de va om
Jai guru de va om


# . por Joelma Terto .  0 Comentários