domingo, dezembro 02, 2007

31, enfim
Fazer 30, ano passado, foi dificílimo. Não: difícil foi tudo que veio antes, foi chegar até o momento anterior exato a deixar de ter 29. O resto, ter 30 anos, até foi fácil. Tão fácil que cheguei ontem aos 31 preparadíssima pra dura jornada que vem pela frente. Na verdade pouquíssima coisa mudou com os trinta. Talvez a mudança mais visível sejam os olhos. Além da falta de lentes (de grau ou de contato), só aos 30 anos eu aprendi que olhos são armas poderosíssimas que precisam ser valorizadas. Por isso máscaras para cílios (que no meu tempo de menina era rímel) são coisas que eu passei a investir com seriedade. Pros próximos 10 anos eu pretendo adestrar a mão e aprender a usar delineador, yeah!

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Querido diário, ontem fez um dia lindo e eu fiz coisas maravilhosas. Fui no salão de beleza e inaugurei uma nova fase na minha vida: a fase da hidratação capilar. Achei tudo tão novo. Depois fui com o 77 almoçar num restaurante recomendadíssimo, que sempre quis conhecer, mas que a gente acabava não indo nunca. Delícia, com direito a nossa sobremesa mega-calórica preferida do outro lado da rua. Mais tarde rumanos para a Redenção munidos de cangas, garrafas e baldes de champanhe, balões e uma caixa de Totosinho: meu kit festa-express-neo-hippie-fiasqueira. Eu já tinha convidado o sol, que compareceu. Mas deu aquele friozinho na barriga: e se os amigos não fossem? Eles foram, diário. E me fizeram felizinha. A champanhe também. Foi muito muito muito legal fazer 31 anos. Ano que vem, eu já decidi: vou fazer de novo: 31. Aí em em 2009 eu faço 30, em 2010 comemoro os 29... tá acompanhando o raciocínio, diário? Tá? Querido...

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Hoje pela manhã, enquanto subia as fotos para o flickr, enquanto fazia sol, enquanto o 77 ainda dormia e a máquina de lavar trabalhava, por um surto qualquer eu decidi ouvir Legião Urbana. E eu cantei de um fôlego só "O que sinto muitas vezes faz sentido e outras vezes não descubro o motivo que me explica porque é que não consigo ver sentido no que sinto o que procuro o que desejo e o que faz parte do meu mundo. O arco-íris tem sete cores e fui juiz supremo. Vai, vem embora, volta: todos têm todos têm suas próprias razões" e eu ouvi todos os discos e eu fiquei achando que sim, eu sou o próprio lobisomem juvenil eterno e que eu posso ouvir Andrea Doria aos 60 anos que vou ter sempre a mesma estranha sensação de ter voltado aos 13 e que, para o bem e para o mal - oxalá talvez muito mais para o bem - isso signifique que a gente não deixe de ser a gente nunca. Que a gente cresce, envelhece, apodrece, endurece, mas a bendita essência tá ali dentro.

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E do alto da minha sabedoria e maturidade de mulher de 31 anos eu posso dar um conselho pra você, mulher-amiga: nunca perca uma oportunidade qualquer de fazer um xixi preventivo. Nunca mesmo.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários