quarta-feira, junho 06, 2007

carnaval
Eu não vou em nehum dos três shows de despedida do Los Hermanos, no Rio, porque na hora que o Camelo cantasse "eu sou o que vocês são / não solta da minha mão / não solta da minha mão" eu iria cair cataplexa (cataplexa é um neologismo que eu acabei de criar, junção de catatônica com perplexa) no chão, aos prantos.

Mentira, eu não vou porque sou uma tonga e não me agilizei - não comprei ingresso, muito menos passagem. Agora a inês é morta e eu jamais me perdoarei por isso.

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Auto-censura é mesmo uma merda. E esse blog passa por isso nesse momento. Porque eu queria escrever um montão de coisas que tenho pensado e sentido, mas ando tão ácida esses dias. E quando a gente anda ácida, a gente corre o risco de parecer irônica demais e/ou agressiva demais. Acreditem. Azeda, cítrica & cansada.

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Entre as coisas auto-censuradas eu queria falar sobre Porto Alegre. Sobre a Porto Alegre que eu vejo não ser a mesma que os outros, os portoalegrenses, vêem. Sobre a Porto Alegre que eu amo não ser a mesma que vocês amam. Mas eu jamais consegueria, agora (e penso que nunca), me fazer entender. Jamais. E ainda correria um risco enorme de causar um grande mal entendido diplomático entre eu e o resto do mundo, os outros, os portoalegrenses.

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"Feito pra mim, bom pra você, deixa mudar e confundir / Deixa de lado o que se diz, tem no mercado, é só pedir / Me faz chorar e é feito pra rir" (chuif chuif chuif, Los Hemanos em Cher Antoine)

# . por Joelma Terto .  0 Comentários