quinta-feira, outubro 12, 2006

mas à tardinha, ao sol poente...
Negócio é que estávamos nós conversando e tomando café com tortas deliciosas sábado passado no Senhor do Bomfim, aquele café fofo do Bonfa, e surgiu o papo: cada pessoa tem uma forma diferente de contar uma história. Pimba. Dali pra idéia foi um pulo. E se cada um de nós contássemos, em nossos blogs, a sua versão de Chapeuzinho Vermelho? E o combinado era postar no dia da criança.

Negócio é que eu falhei.

Eu tenho uma matéria de 8 mil caracteres pra fazer e não consigo nem pensar por onde começar. Eu já comi churrasco. Eu já dormi, já acordei. E nada. Nem trabalho, nem inspiração. Sem contar que tem uma leve enxaqueca querendo se alojar nessa cabecinha e daqui a pouco tenho que começar a me arrumar pra mega festa de 50 anos da minha chefa. Falhei, portanto, na tentativa.

Mas eu queria dizer que Chapeuzinho Vermelho é uma das histórias que mais lembro da minha infância - depois do patinho feio, que eu tinha certeza que já tinha falado por aqui, que a minha tia sádica quando notou que eu estava ficando triste com a história fez o coitado sofrer muito mais do que deveria até, finalmente e comigo às lágrimas, virar cisne.

Voltando à Chapeuzinho, o que mais me marcou foi o fato dessa menina ser tão teimosa. E foi por causa de sua teimosia que ela fez atalho pela floresta, mesmo sua mãe dizendo que era perigoso, encontrou o lobo mau e teve sua vó devorada vivinha da silva pelo bicho bobo. Depois entra uma parte confusa de "que olhos grandes você tem" e um caçador (ou era um lenhador?) que salva todo mundo. O final apoteótico é com a vó da menina sendo tirada da barriga do lobo bobo. E eu me pergunto: isso é história que se conte pra uma criança? Lisergia pura meus amigos.

Agora que eu enrolei bastante e não disse nada, vão lá ver as historinhas bacanas que esse povo talentoso escreveu. Tem a Ticcia e sua criada, o Calérrico, a dona Dê-Mãos-De-Fada, a Liv, Ana, a Roberta, Solisbela & Adelinda, o pai de Clarinha. E dizem que mãe de Clara também vai escrever. Sim, todo mundo fez o dever de casa com maestria e ganhou 10 com estrelinha. Só a Jô, cagona, que não e vai precisar de uns cinco anos de terapia pra superar isso. Muita água da privada goela abaixo nessa hora. A palavra do dia é: auto-sabotagem. Nhé.

...

Diálogo real:

Setesete diz: "Eu vou te botar no seguro"
Eu: "É? Porque?"
Setesete: "Porque se acontecer qualquer coisa contigo, eu ganho outra. Igualzinha."
Eu: "(...)"
Setesete: "Sim, pode botar esse diálogo no blog"

(é por isso que eu amo ele)

...

Eu já encomendei meu presente do dia das crianças. E em breve ele estará chegando. Larilá.

(Agora vou ali tentar trabalhar um pouquinho que é pra garantir o leite das crianças, tá?)

# . por Joelma Terto .  0 Comentários