terça-feira, setembro 26, 2006

A hipnotizadora de gotas de chuva
De onde a gente menos espera, aí é que não vem nada mesmo. Eu dizia isso, às gargalhadas, de brincadeira, pro 77 na madrugada do domingo, quando ele me entregou o template novinho. Aí no dia seguinte eu tive dois exemplos que nem sempre as coisas acontecem como não devem como prega a lei de Murphy.

Estou fazendo uma matéria, já falei por aqui, sobre o circo contemporâneo. Atrasada no fechamento, cheia de outros trabalhos pra terminar, tinha que ter lido o material de um grupo e enviado e-mail ao seu diretor com algumas perguntas, há mais de uma semana. Só consegui fazer isso no domingo, porcamente. Devo ter mandando umas cinco perguntas estúpidas que tinham a vaga intenção de soar inteligentes. E precisava das respostas pro sábado (no caso, o passado). Pra minha surpresa, o diretor não só respondeu no dia seguinte, como foram respostas bárbaras, inteligentes e inspiradoras.

Recebi o e-mail ao voltar pra casa de uma reunião. Fui pra resolver dois assuntos e, assim, do nada, consegui resolver um terceiro, pendente há umas três semanas e que não saía nem a fórceps. Aí eu fiquei feito uma pateta, sentada em frente ao computador, com tudo o que eu precisava pra terminar (ou começar) meu(s) trabalho(s), pensando que de onde (e quando) menos a gente espera, vez que outra, vem alguma coisa sim.

Ainda estou atolada, mas, estranhamente, estou levinha, levinha...

Momento "me segura que eu vou dar um troço". Eu tô lá na Terapia Express da Fal contando o causo dos 15 quilos de cimento-cola. Toda boba. E pra que vocês não pensem que tudo são flores na minha vida esses dias, vou contar mais uma, ainda na linha frilas. Fui eu entrevistar uma pessoa no bairro Navegantes (pra quem conhece, uma zona estranha da capitar, cheia de galpões e fábricas e oficinas de desmanche). Eu até peguei o ônibus certo, mas desci umas vinte e cinco quadras pro outro lado de onde era o lugar. Suava feito uma porca enquanto andava aquelas quadras todas, debaixo do sol quente do meio-dia dessa primavera de meu deus. Pra que? Pra ficar uma hora esperando a pessoa e levar um bolo daqueles e ainda ter que voltar pro escritório, labutar, labutar, labutar. A entrevista mesmo só saiu no dia seguinte. Porque a vida é assim, minha gente, a pessoa dá dois passos pra frente e três pra trás. Mas uma hora ela chega.

Tudo isso num oferecimento Self Portrait Tuesday. Porque hoje é terça-feira e um pouquinho de narcisismo não faz mal a ninguém.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários