sexta-feira, setembro 01, 2006

friday descontrol

Hoje não é meu dia, mesmo. O estofador, que vinha entregar a cadeira linda do 77 novinha em folha, me deu cano, o telefone está com interferência de rádio, saí de casa mal agasalhada pensando que estava um calorão e passei frio, levei chá de cadeira de meia hora numa reunião onde ia resolver duas coisas e resolvi só uma. Daí fui no Centro de Distribuição do correio da Cidade Baixa, que agora é na Azenha (!), de táxi, pegar encomenda que titia mandou há uns dois meses, mas que nunca recebi o aviso. Não vou contar os detalhes, que são muitos, mas até ligar pro 77 entrar no meu e-mail pra pegar o número do aviso, eu liguei. Eu quase voei no pescoço do senhorzinho do correio quando ele me disse assim "minha senhora, sua encomenda voltou pra Fortaleza. Ontem". E não tem coisa que me deixe mais irritada que gente que acha que Fortaleza, Salvador, Recife ou Maceió seja uma coisa só. Minha carteirinha da Uniodonto e meus saquinhos de pó de Canjiquinha estão voltando de onde vieram. E eu estou com tanta raiva. De tudo, da vida, do mundo, da felicidade dos outros e desse sol bonito no dia de hoje.

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Aprendi uma coisa linda com Belly: envesgar um olhinho, enquanto o outro fica retinho, paradinho no meio. É difícil, sabem. E tem que treinar muito.

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Também tem a trágica estória da minha carteira de identidade nova. A pessoa foi lá na auto-escola reabrir seu processo, pra ver se agora ela consegue tirar a carteira de motorista. Aí o mocinho disse que, assim, a pessoa tem que fazer uma carteira nova "porque com essa aí, moça, a senhora não vai conseguir fazer o teste de direção não". Minha carteirinha, tão linda, de Jojô com 17 anos, cabelões, beiço pintado de vermelho, olhos de ressaca, cara de tédio e cheia de si, achando que tinha uma vida tão brilhante pela frente... Pois pra fazer uma nova carteira aqui no Rio Grande, eu preciso do original da certidão de nascimento que extraviou-se não sei onde. Papai foi no cartório pedir uma segunda via, mas a dona diz que não me acha nos registros. Isso é muito triste, minha gente. Muito mesmo. Me perderam dos registros. Simples, assim.

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Aí eu volto pra casa, querendo tomar dois lexotan e dormir até domingo, ligo o computador e tem esse mail do Sete:

voce quer sair hoje, meu docinho de côco?
tipo uma janta na casa de alguém, Valentina, cinema, jantar fora,
missa ou bar de troca de casais?


Só ele. Só ele pra me fazer sorrir e chorar ao mesmo tempo. Só ele.

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Trilha sonora incidental: Vapor Barato. Obviamente.

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Bom final de semana pra vocês também.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários