quarta-feira, março 22, 2006

homens estranhos e as mulheres que os evitam



vida longa ao ie-ie-iê


Sabe aquele jogo que um blogueiro conta cinco manias e indica mais cinco blogueiro que contam suas cinco manias e indicam mais cinco blogueiros ad infinitum? Eu andava despeitadíssima porque NINGUÈM, nenhuma dessas pessoas queridas que eu leio e leio e leio e linco ali do lado havia me convidado. Tão despeitada que estava achando a brincadeira muito idiota e nem lia os posts dessas pessoas queridas sobre o assunto - só o da Ro eu li de verdade, movida não sei porque curiosidade e, pra minha surpresa, era um post lindíssimo.

Pois ontem resolvi ler o post da Adelaide, porque se tem pessoas que me divertem nesse mundo blogger são essas demências: Soli e Delaidinha. Depois de morrer de rir com as manias da criatura, tomei um susto quando ela me convocou, no final, e ainda me chamou de especial. Coisinha. Em homenagem a ela, resolvi aceitar o desafio. Assim, mania, mania, a pessoa acha que só tem uma. As outras são só umas firulinhas pra completar a lista.

A quem interessar possa:

1) A primeira deve ser a única mania que eu tenho desde sempre, de verdade. Quando criança eu descobri que a orelha do meu pai tinha uma textura e uma temperatura e um tamanho deliciosos de pegar. Como o pai não estava junto todo o tempo, aprendi a fazer carinho na minha própria orelha. Cresci assim. Não tem hora nem lugar. Se dá vontade eu me atraco na minhas próprias orelhas e ficho mexendo nelas, puxando, acariciando. Elas são gostosíssimas ao tato, principalmente quando estão na temperatura ideal, nem quente nem fria. Uma coisa inexplicável e só vendo a cena pra entender como funciona realmente a "mania de pegar na orelha da Joelma". Minha família sempre achou essa hábito ter-rí-vel. O 77 acha lindo.

2) E é o Sete Sete que me lembra o segundo: eu sempre uso o banheiro, à noite, com a luz apagada e a porta aberta. Sempre. Mas disso ele não gosta.

3) Quando eu vou à manicure, sempre pinto as unhas de preto. Uma semana depois, mais ou menos, quando o esmalte começa a descascar, ao invés de ir de novo na manicure ou tirar tudo com acetona, eu reboco as unhas com nova camada de esmalte preto, em casa. Vou rebocando ao longo dessa segunda semana, até a situação ficar insustentável e com aparência de unha de puta pobre. Às vezes, pra evitar toda essa lambança, eu pinto de Renda. Baita chinelagem tudo isso, eu sei.

4) Tenho uma espécie de síndrome dos pezinhos e perninhas inquietas. Trabalhando, vendo TV, fazendo qualquer coisa, eles sempre estão se balançando.

5) Eu já confessei isso aqui uma vez. Se eu gosto ou assisto uma novela, eu vou certo esperar ansiosamente pelo sábado pra pegar o jornal e ler toda a sinopse da semana seguinte. Ok, não preciso gostar ou acompanhar: se souber os nomes dos personagens, pelo menos, já tá valendo. Quanto mais eu sei o que vai acontecer na semana seguinte, mais vontade tenho de assistir a novela, mesmo que ela seja muito ruim. Só pra ver se vai acontecer tudo aquilo que está previsto. E eu também falo com a TV e xingo os personagens. Fico dizendo, alto, coisas do tipo: "sua idiota, ele está te enganado!", totalmente transtornada. É.

Como TODAS as pessoas do universo já participaram do joguinho, não vou indicar mais niguém. Só de birra.


...



pexbaA por Sávio Leite


Saindo das manias, tenho uns gostos estranhos pra música. Agora, por exemplo, eu tô me deliciando aqui no winamp com Belchior cantando, entre outras pérolas, Aparências, clássico-bregoso do Márcio Greyck nos anos 70, alternando com todas as 11 músicas que tenho em mp3 do pexbaA - que eu amo de paixão e tenho faniquitos de felicidade quando ouço esse som mais estranho do universo - com Edith Piaf (tudo!) e Leonardo Cohen (tudísimo!).


*o título do post é a primeira e única frase entendível da música Mercado Central, do pexbaA. a primeira vez que falei neles aqui faz quase um ano. foi também quando os vi & ouvi ao vivíssimo. desde então, não posso ligar o computador em casa que me dá uma vontade irresistível de ouvi-los. sempre. cantando junto. mesmo as letras sendo impronunciáveis.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários