segunda-feira, janeiro 02, 2006

para sempre é mais caro que perecível

Primeiro dia do ano na Cidade Baixa. Foto de 77 de Arrabéus.


Antes que o ano terminasse, saí mais cedo do trabalho e consegui ver o melhor filme brasileiro de 2005. Cinema, Aspirinas e Urubus é lindo. Lindo como Cidade Baixa. Aquele tipo de "lindeza" torta, seca, dura, estourada. Lindeza de apertar o peito, prender a respiração e se encher de nostalgia.

Mal 2006 começou e vi, finalmente, As Bicicletas de Belleville. Só eu não tinha visto esse filme ainda? Não sei vocês, mas eu me apaixonei perdidamente pela animação francesa. Vi todinho com os olhinhos brilhando. O filme é um mimo e bizarríssimo ao mesmo tempo. Como pode? Podendo. Aquelas trigêmeas comedoras de sapo são o que há de surreal. E a Madame Souza? Fiquei fã, muito fã, da Madame Souza, lindinha que só ela, arrumando os oclinhos...

Só agora também consegui ver 1,99 do Marcelo Masagão. Eu gostei. E bastante. Talvez por ser uma experiência cinematográfica tão diferente. Pela crítica ao consumo/consumismo. Pelo tom surreal. Na verdade, parece uma grande bienal, uma grande instalação. Mas é bom.

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Se eu tivesse ganho a mega-sena acumulada, largaria o jornalismo pra ser artista plástica. E videomaker.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários