terça-feira, janeiro 17, 2006

imagem é tudo
ou
all is white


auto-retrato com Gugussauro
porque hoje é terça-feira


Qual a lógica de se fazer um documentário em longa-metragem que não traz informações nenhuma sobre o objeto documentado? Sim, estou falando de A Marcha dos Pingüins, que vale só e somente (o que não é pouco, diga-se) pelas belas imagens da Antártida e dos próprios bichinhos que, vamos admitir, são as criaturinhas mais fofas do universo - e também as mais desprovidas de qualquer senso prático. Eu concordo com o Verissimo: eles (a equipe, não os bichos) podiam ser menos pseudo-poéticos (e o pseudos é por minha conta) e mais objetivos. (Ando usando parênteses demais?). Talvez achem que ser didático é coisa de National Geografic e talvez achem que National Geografic é coisa que não dá bilheteria. Cineastas!

E por que raios, ó deus!, esse povo resolveu chamar o Antonio Fagundes e a Patrícia Pillar pra narrar a versão brazuca do documentário? Por que? Por que? Por que? A pessoa além de ter que abstrair o texto sofrível e sentimentalóide, ainda tem que abstrair o fato dele ser interpretado pelo Rei do Gado e a Bóia Fria. Mas os pingüins, por si mesmos, valem a pena. É bonito de ver as pingüinhas, bando-de-mulher-lôca, se estapeando pra conseguir um macho e depois se estapeando pra roubar a cria das outras. E o que falar dos pingüinzinhos bebês? O que? É a expressão máxima da fofura.

E a trilha sonora da Émilie Simon, que gruda na cabeça e a pessoa sai cantando a musiquinha "I want to live in paradise / I want to live in the south / lá ri lá"? Pop. A Émilie Simon é algo. A moça soa como uma mistura da Madonna com a Aimee Mann com a Björk com a Enya - naquelas versões for baby. Tente juntar todas elas, juntas numa pessoa só, mas com vozinha de criança, que você consegue definir, de longe, esse nome, até então totalmente desconhecido para moi. Whatahell oigalê porcaria!

Nota: 7,5 pra passar por média. Vão ver e se encantar, que vale a pena.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários