sexta-feira, abril 08, 2005

RIO VERDE, ARIZONA

O título desse post poderia ser A Indiada Volume II. Hoje começa a aventura de voltar pra casa: Joe flying back home. A comparar, claro, com a volta dramática do ano passado.

(flash back do ano passado)

Tudo começou com a vontade grande de voltar logo pra casa, depois de uma semana cansativa e de muito calor e sol no quengo, que me fez optar pelo primeiro vôo da manhã para Porto Alegre, saindo de Goiânia. Como estava no interior, a opção era viajar de madrugada, de ônibus, pra chegar cedo na capital. Ali pelas 2h da manhã, fiz meu check out e pedi um táxi. Era um baita carrão sem taxímetro. Eu comecei a suspeitar que tudo ia dar errado quando na rodoviária o motorista me cobrou exorbitantes R$ 25 pela corrida de uns 3 km no máximo, em linha reta hotel-rodoviária. Xinguei o desgraçado até ele dar uma de garoto-casa-bahia e me perguntar "ok, você quer pagar quanto?". Paguei R$ 15, achando caro ainda.

A rodoviária merecia um capítulo especial, se eu lembrasse bem de todos os detalhes. Basta dizer que mais parecia um boteco sujo de beira de estrada e que eu quase morri de medo de ser assaltada-estuprada-assassinada pela gente mal encarada que estava no local e que o banheiro era o próprio cenário bizarro de um filme de terror. O resto... Memória seletiva é o que há!

Pois bem, demorei HORAS naquele lugar sujo&feio. Quando, finalmente, chegou o ônibus, vi que tinha muitas-muitas crianças dentro dele e que elas faziam muito-muito barulho, o que fez com que eu demorasse muito-muito a pegar no sono. Quando finalmente peguei no sono, a altas horas, fui a penúltima a acordar (a última foi a mulher ao meu lado, com uma criança no colo) com a notícia que o ônibus estava quebrado e teria que entrar em outro que já se encontrava parado na estrada. Retardatária que sou, quando entrei no outro ônibus não havia mais lugar e eu viajei algumas horas da madrugada, com sono, em pé, praguejando deus, o mundo
e as rodovias do estado de Goiás.

Chego na rodoviária, quebrada, mas inteira, e sigo pro aeroporto.

É cedo, muito-muito cedo ainda. Seis da manhã, talvez. Com olheiras, tomo café, como pão de queijo, compro revistas, leio, caminho entre as vitrines das lojas ainda fechadas, espero o tempo passar, leio, até pegar, finalmente, meu vôo às 9h da manhã, ansiosa pela volta pra casa. Na sala de embarque, o ex-bbb Dhomini aguarda o mesmo vôo e são TODOS pessoas muito estranhas ou mulheres muito peruas estilo rodeio. Entro no avião, podre da madrugada mal descansada e durmo na hora. Não sei quando tempo passou até ser acordada pelos comissários que dizem que havia um problema na nave e que todos precisavam descer pra pegar outro vôo. Uma mulher - estranha & histérica e vestida de COW-GIRL-SENIL - grita "AI MEU DEUS DO CÉU FOI DEUS QUE NÃO DEIXOU ESSE AVIÃO SAIR EU SABIA EU SABIA FOI DEUS FOI DEUS". Eu acho que a culpa toda foi Dhomini!

Sai todo mundo, volta pra sala de embarque, como mais pão de queijo, espero, ligo pra casa, espero, leio a revista da TAM com a dona do magazine Luiza na capa, espero, praguejo, praguejo, praguejo. Ao meio-dia, finalmente, começo a jornada de volta pra casa, querendo nunca mais botar os pezinhos número 34 no estado de Goiás.

Hoje, um ano depois, estou eu de novo fazendo exatamente o mesmo roteiro.
Aqui vou eu!

# . por Joelma Terto .  0 Comentários