segunda-feira, março 21, 2005

Joe e As Baratas, volume II

Existem baratas na minha casa. Muitas. Mas eu não tenho o hábito de dizer às pessoas que freqüentam a minha casa que existem baratas na minha casa. Já me acostumei com elas de tal modo. Nem faria alguma diferença, acho.

Acontece que na semana passada abri o chatô para as amigas. Aquele tipo de encontro menininha: bebidinha, papinho, musiquinha. Tirando um grande momento surreal protagonizado pela Laura, tudo ia bem, até aparecer uma barata.

Ninguém pode ter idéia do que foi aquilo. Medo & delírio, terror & pânico, histeria & desespero na Cidade Baixa. O SevenSeven tinha sido convidado a, gentilmente, se retirar do recinto feminino, de modo que eu era a única mulher capaz de fazer alguma coisa enquanto Erica, Laura e Carolzinha se debatiam e gritavam. Muito. Deus, como gritavam!

Demorou uns 2 segundos até entender o que estava acontecendo, já que eu era também a única deitada no chão que não conseguia enxergar o bicho. Pela reação das moças parecia que tinham visto uma, ãhn, cobra coral? Pois bem. Não demorou pra lembrar que elas existem em profusão na mansão dos Arrabéus e que se tratava de um exemplar qualquer da espécie.

Num pulo: lá vai Joelma, de havaianas na mão, correndo atrás de uma barata tonta e praguejando "DESGRAÇADA! VOU TE MATAR". O mais hilário é que foi justamente na hora em que o disco do Kill Bill tocava a música mais ELETRIZANTE. Sim, se aquilo fosse um curta, aquela seria a cena de PERSEGUIÇÃO. Eu e a pobre e indefesa barata, que logo em seguida levou uns vários esguichos de RODOX MATA TUDO.

Engraçado e patético, no mínimo. Mas que foi divertido, não nego.

Sim, eu mereço tudo isso: as baratas e essas amigas loucas que tenho.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários