quarta-feira, setembro 22, 2004

Nossa casa, nossa vida, nossa arte, tchê.


Transportas
de Lela Martorano


Então fomos mesmo pra ilha. 77 e eu botamos o Backbone e a tia Driquinha no velho Palio batido (agora aditivado) e fumos. Teve o Roy junto, óvbio, que foi clicando momentos mágicos da República até a volta.

Teve de um tudo.

Teve a acolhida da Lela, que tem uma casa que é uma obra de arte morável. Teve o Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa, o Campeche, a Praia da Solidão ... Teve a ateliê das meninas, a casa da Katita, o Mercado Público e o consultório da Neidoca.

Teve gente, muita. Teve o momento de rever (o Fábio, a Neide, a Fê Luz...) e o de conhecer (tantos, tantos, tantos). E tiveram os bebês também. Uma overdose deles e da energia deles: o ar contemplativo e sou-independente da Bruna e a risada solta e gostosa da Maria Rosa.

Tantos momentos memoráveis. E outros imemoráveis.

Teve muita ostra, camarão, marisco, peixe e casquinha de siri. Teve a caipirinha. O Zaca e o Zeca.

Tiveram os bordões, as frases, as palavras todas que entraram direto pro roteiro de O SEXO E A CIDADE, BAIXA: cambada de inoperante, catrefa, as normas da casa, um TAPA DA REALIDADE... - casi todas de autoria da Neiducha, nossa RêBordosa Local.

Tiveram os brindes também. À nossa grande aventura. EQUESIRVAM! ("nossas façanhas de modelo à toda terra!").

Foi tri o vinte de setembro. E que venham outros.

...

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o vinte de setembro
o precursor da liberdade.

Mostramos valor, constância
nesta ímpia e injusta guerra;
sirvam as nossas façanhas
de modelo a toda a terra.

Entre nós revive Atenas
para assombro dos tiranos;
sejamos gregos na glória,
e na virtude, romanos.

Mas não basta ser livre
ser forte, aguerrido e bravo
o povo que não tem virtude,
acaba por ser escravo.



# . por Joelma Terto .  0 Comentários