terça-feira, abril 06, 2004

MEU EMPREGADOR QUERIDO

Uma noite de segunda-feira atípica, no mínino. É que, normalmente, eu não costumo começar a semana assim, enfiando os dois pés na jaca desse jeito.

Fato é que rumamos nós – eu, ele, PrimoVaz e Tia Driquinha – pro Estação Beirute logo no começo da noite, só pra comer um beirutizinho, um quibe, uma esfirra de chocolate com morango... Mas, à medida que a noite avançada e as pessoas chegavam (leia-se a Dona Estradeira, o Seu, no cado Dela, Júlio Cesar e o Seu Domingues, por fim) e as cervejas entornavam, fomos tomados de alegria quase puerial e uma vontade irresistível de continuar ficando.

Um violeiro tocava, em comemoração a um aniversário, um repertório eclético, que ia de Zé Ramalho a Araketu - passando por Djavan e uma versão gaúcha de New York, New York. Descobrimos coisas incríveis, como uma passagem secreta no Beirute para o bar do Marinho. Que ela existe, existe. Só não sabemos se é no freezer ou no alçapão. E, claro, rimos MUITO e falamos MUITA, mas MUITA bobagem.

Pérolas do tipo "Quando estou em casa não sei onde estou", proferidas por euzinha própria, podiam ser ouvidas por qualquer vivente que passasse por ali. E foram várias. Um Conselho Deliberativo – que deliberava por MAIS cerveja – foi formado. Uma ação que demandou uma reação: um movimento que não surge, mas INSURGE, no caso um pseudo Comando Revolucionário – formado por eu+ele, que só queríamos PARAR de tomar cerveja e ir PRA CASA dormir. Coisa que só foi possível ali pelas mais de 5h da manhã, todos RENGOS de tanta cerveja e depois de tomar uns goles de um leitoso ARAK servido com gentileza pela mãe do dono do bar.

E eu só saí de casa pra comer um quibe cru...

# . por Joelma Terto .  0 Comentários