terça-feira, março 23, 2004

em roam


voltei.

não sem antes passar pela cidade de Vitor Graeff e prestigiar o festival mais celebrado da região: a Festa da Cuca com Lingüiça. é assim, ó: várias barraquinhas na pracinha em frente à igreja, vendendo cuca com lingüiça, óvbio. e um som mecânico emulando uma bandinha alemã. experiência gastro-antropológica única.

até trouxe uma lingüiça, que foi devorada pela turba ensandecida, enfurecida, esmaecida e esfomeada que rumou para o litoral gaúcho nessa final de semana de pouco calor.

pois afinal, antes ainda, de voltar de vez pra casa, só troquei a grande mala pesada por uma mini bagagem de mão (isso é uma piada) e parti com um alegre bando, encabeçado por ele, pra Xangri-lá.

final de semana dos mais tris (adjetivo tri, no plural) regado a vinho Garibaldi, pseudo-clericot, salsichão e massa com sardinha, discussões acaloradas a respeito da lei que regulamenta o churrasco gaúcho, conversas com o Zaca e partidas de Imagem & Ação - essa última, enquanto eu dormia jogada no sofá.

no final ainda rolou aquele CREPE esperto da vizinha Capão da Canoa.

essa semana, quem sabe, eu comece um regime pra perder os trocentos quilos a mais ganhos na última semana.

e na próxima, arrumo a mala de novo e parto pra GOIÁS (acreditem) para mais um desbravamento de fronteiras agrícolas, trabalho escravo e regime forçado de engorda - porque como come essa gente!

dessa vez a cidade tem COR no nome, o que já me traz algum alento. e, no final, eu sempre volto pra casa. sempre volto.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários