segunda-feira, dezembro 01, 2003

tá bonito tá gostoso tá bonito tá gostoso
(relatos do sábado á noite)

Como bem disse o 77, "Bebida liberada é mesmo o caminho rápido para a perdição e a sem noção". Não fui capaz de contar quantas cervejas pude tomar em três horas, mas é certo que foram muitas. Não sei. Só sei que a última imagem que consigo lembrar, com precisão, foi: eu com os malditos sapatos bico fino numa mão e, na outra, uma garrafa de cachaça. Bêbada de sapato na mão é o retrato da bagaceirice. E com uma garrafa de cachaça na outra, então: O FIM DA VÀRZEA.

Mas foi divertido horrores. Descobrimos que somos mulheres mui populares, porque lotamos o Garagem Hermética de gente bonita e do bem (sic!). A festa teve cara de "velhos tempos do Garagem". E é lógico que a bebida liberada contribuiu muito. Muita gente amiga, muita gente querida, muita gente, inclusive, que eu não via há horas! Improváveis até. Estavam todos lá.

Eu confesso que não lembro de muito. Lembro sim, que me diverti. Lembro que bebi pracaralhos. Lembro que dancei um tanto. Lembro de algumas caras e eu alugando as pessoas com um papo pra lá de insólito sobre minha nova idade pré-balzaca. Lembro que falei muita, mas muita merda. Lembro de estar deitada, à la diva, numas mesas da área vip. De ter visto muitas cenas engraçadas. Lembro do balão surpresa estourando e as pessoas começando a trocar seus vales: por cachaça, beijo, lambidas e por aí vai. Lembro de ter dançado, ridicularmente, TECHNOTRONIC. Lembro que cheguei a dizer que esse tal de DJ CAFU é mesmo bom. Lembro de um momento OBSCURO no banheiro masculino - e a Erica dizendo que ele é o melhor leão de chácara do mundo...

Lembro de ter saído à francesa, cambaleante... e que a volta pra casa teve momentos surreais, com direito a sermos expulsos do táxi, para que entrasse uma mãe com a filha nos braços, passando mal. E que andamos uma quadra e meia pra pegar um novo táxi - disso eu não lembrava, ele que me contou no dia seguinte. Nem que, durante o breve percurso, reclamei muito das dores nos pés.

Não lembrava também de ter pedido/exigido "água, muita água, um galão de 5 litros d'água ou um balde d'água", pra BEBER, quando cheguei em casa. Nem de, ainda cambaleante, dar com a cabeça na porta do banheiro. Mas ele lembra. Lembro sim, depois de tudo, vomitar muito. Vomitar tanto. Vomitar quase as tripas. E cair no maior choro porque ia trabalhar no outro dia e precisava acordar às 9h e "a vida é mesmo uma merda porque a gente tem que trabalhar em plena véspera de aniversário e bla-bla-bla".

Acordei às 7 da manhã, com duas das aniversariantes pedindo arrego e cama. E descubro que uma delas acabou a madrugada no HPS, tomando glicose na VEIA! Poutz! Mais tarde, fiquei sabendo de pelo menos mais umas 5 histórias tragicômicas de gente amiga que estava na festa. E disse o Fernando, dono do Garagem, que foi preciso botar pra fora a reba de gente que ficou no bar, manhã cedo, depois que o DJ recolheu tudo e não tinha mais som, fazendo batucada no balcão e bebendo.

E viva la tosquice! E viva à celebração. E viva a todas as pessoas lindas e queridas e bêbadas que se divertiram juntas no sábado à noite. E vida a nós, sagitarianas, que um dia vamos dominar o mundo!

....

E se alguém lembrar de alguma história engraçada, favor contar nos comentários. Se alguém lembrar de algo que eu fiz e não lembre, favor me contar em privativo.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários