quarta-feira, outubro 15, 2003

vai te embora, vai te embora prenda minha...

Me sinto, às vezes, que nem a Prenda Minha do Nei Lisboa...

"Corre corre corre, sai de casa toda um porre dança e fecha o bar
Tudo é mesmo tão vulgar
Corre pára grita some xinga os hômi perde a linha e quer brigar
Prenda minha
Prenda minha, mui loca
Prenda minha, mui loca
Prenda minha
Fala come fuma fica roxa arruma um trouxa e fica assim assim
Ninguém anda mesmo muito afins
Rasga a chita sai do trilho põe um brilho leva um toque e vai ao céu
Prenda minha flor de mel
Prenda minha
Prenda minha, mui loca
Prenda minha, mui loca
Prenda minha"
(Nei Lisboa in RABO DE FOGUETE)
...

Já disse uma vez, há muito tempo atrás (pra mim mesma, oras): me sinto, às vezes, um mix de personagens do Caio F., do Roberto Freire e da Simone de Beauvoir. Um louco. Neurótico e esquizofrênico. Tateando no escuro de uma cela úmida, amarrado em retalhos, repetindo frases incompreensíveis. Infinitamente. Sísifo seria uma boa analogia. Às vezes.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários