terça-feira, julho 22, 2003

do lado de dentro

Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de manhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?

Só quero ir junto com as coisas, ir sendo junto com elas, ao mesmo tempo, até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo apenas de porto.


(Caio Fernando Abreu - parte de um conto chamado "Lixo e Purpurina", escrito em 1974, quando o autor se encontrava em Londres. Do livro Ovelhas Negras)


É que o Caio, pra mim, anda ali, emparelhadinho com a Clarice. E eu achei tão triste e tão singelo esse trecho, que achei pertinente entrar aqui. Porque a notícia da morte do coração selvagem me deixou triste. Triste por não mais poder ler tuas palavras, GUIU. Mas, se tudo tem mesmo o seu tempo...

Sentiremos tua falta. De dentro do coração selvagem, que é como o do Belchior: tem essa pressa toda de viver, mas acha um conforto enorme nas tuas palavras.

Te beijo.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários