terça-feira, junho 17, 2003

canta dança e representa

Minha carreira artística não se limitou à experiência, já citada por aqui, de ser uma MARGARIDA, em dupla, na Páscoa. Depois disso, a mesma turma do piano resolveu fazer umas peças no colégio. Como eu tinha, naquela época, a sagaz capacidade de decorar textos, fui escalada para ser a protagonista de uma delas. Eu era um CARNEIRINHO (ou era CORDEIRINHO? Não lembro). Também não lembro a história (neurônios?), mas lembro que tinha um LOBO MAU que queria comer o carneiro/cordeiro. Uh? A minha fala principal era: BÉEEE (ou seria MÉEEEE? Putz!). Era lindo.

Depois, já no ginásio, entrei na trupe de teatro, também do colégio, dirigida pela minha querida-amada-idolatrada-salve-salve Ana Quitéria, minha ex-professora da 4ª série, por quem eu nutria (e nutro até hoje) a maior admiração do mundo. (ela merece um post especial, pra vocês terem idéia do que representou essa pessoa na minha vida e na vida de outros loucos do saudoso amado-odiado CECR).

Então? Ensaiamos por horas uma peça podre de tão non-sense. Era a coisa mais louca do mundo. E eu fazia, justamente, uma LOUCA. Eu não lembro de quase nada (ah, malditos!), só que eu era uma louca personagem principal que comia apenas maçãs (!) e tinha uma fala deveras incompreensível, que também não lembro, mas era algo como “dubi-du-dubi-dá” (não, não era isso, mas realmente não lembro da fala). E eu matava todo mundo, a família louca inteira, no final. Lindo demais.

Só que, por motivos superiores, as FAD (Filhas do Amor ao Dinheiro, como a gente chamava carinhosamente as freiras da congregação Filhas do Amor Divino, que mandavam no colégio) vetaram a peça. Repressão, cara. Repressão.

(bons tempos. maravilhosas lembranças e recordações.)

Putz. Agora lembrei da minha experiência circense. Prometo que falarei. Só não agora.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários