terça-feira, maio 06, 2003

semana passada

Toca o celular. Prefixo 82. Eu: “alôu”. Do outro lado: “isso é jeito de atender?”. Eu: “porra, tu quer que eu atenda como?. Ele: ‘hehe”. Eu: “liga aqui em casa”.

Era o Gordo. Aliás, Gordão Meu Amor. Amigo “dasantiga”, parceirão de tudo quanto é farra, fazedor do melhor sururu da redondeza. Mais um Guerrero e membro fundador das Putas que Não Mijam!

Horas conversando besteira (e coisas sérias, como vida profissional e sentimental), matando as saudades, fuxicando (“fuxicando” é ótimo!). Disse ele que tinha acabado de “fumar um”, daí bateu uma saudade e resolveu ligar. Disse que tinha um vinho, mas companhia nenhuma. Que tá sozinho em Maceió (o Nic em Garanhuns, Nilton em SP, Abel no Rio, eu em Porto Alegre, e por aí vai...). Que se sente sozinho pracaralhos e queria os velhos tempos (e os amigos) de volta. Putz, que vontade, naquela hora, de me tele-transportar pra lá e tomar o tal do vinho, conversando bobagem in loco, como fazíamos nos velhos tempos.

Que saudade dos Meus Gordos. Das loucas festas das Putas que Não Mijam!, onde SEMPRE aparecia o síndico, reclamando da baderna (e os guris SEMPRE reclamando a falta de MULHER e pedindo pelamordedeus pra eu convidar minhas amigas). Saudade dos domingos à noite, no Posto 7 bebendo vinho Dom Bosco de garrafão, das idas ao finado Esquina Brasil...

Diz o Gordo: “Bote uma amiga sua numa mala. Meta um selo e mande pra cá”.

Eu posso? Que saudades. Que saudades...

# . por Joelma Terto .  0 Comentários