sexta-feira, maio 30, 2003

Rayuela

A quem interessar possa. Leiam lá no gambiarra, um artigo da Catarina, sobre O Jogo da Amarelinha, livro do Cortazar que citei por aqui esse mês.

O artigo tem o pertinente título de: Todos os caminhos levam a Roma. Ou a Paris. Ou a Buenos Aires. Ou ao Rio de Janeiro.

Gostei demais mesmo de tudo o que ela escreveu. Me identifiquei tanto, que copio um trecho sensacional aqui. Tenho certeza que quem ler isso vai morrer de curiosidade e vontade de ler o livro:

Ler três páginas e não acreditar a boniteza da história. Mais quatro páginas e eu sonhar com os personagens. Poucas vezes na vida a gente encontra um livro pra se sonhar com os personagens e a história. Pra se mudar de casa na hora em que o abre. Que te destrói as idéias. Nem te dá toda a história de bandeja, nem te deixa sem nenhuma indicação. Uma medida perfeita de interferência na tua imaginação pra não deixar que você pense em outra coisa e ao mesmo tempo tenha espaço de fazer as próprias intervenções na narrativa. E ainda ler imaginando como os pedaços vão se encaixar na hora de seguir o mapa.

Belo texto, Catarina. E eu assino embaixo.

Aproveitem e leiam a coluna da garouta: com defeito de fabricação.

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“Não, não é uma estrada, é uma viagem. Tão, tão viva quanto a morte, não tem sul nem norte nem passagem” (Novos Baianos)

# . por Joelma Terto .  0 Comentários