domingo, maio 04, 2003

Palavras da Periquita Catarina...

Criaste muitos inimigos por teres facilidade em expor tua maneira de pensar, que pode por vezes ser não muito convencional. Mas tens também amigos verdadeiros, amigos que te trarão largos benefícios, enquanto teus inimigos nenhum mal te poderão fazer.

... que me fizeram pensar (lembrar) dos papos com o GUIU, aqui em casa. Sobre meus desafetos de Maceió. Pessoas que não me suportavam, gratuitamente. E ele falou mais ou menos assim: “pessoas como tu e a Nesce provocam isso. Porque vocês são livres, vocês dizem e diziam o que pensam e os outros não suportam isso, essa liberdade toda”.

E é isso mesmo. Eu falo e ajo da forma como acho certo e quero, e nunca tive medo do que “os outros possam pensar”. Acho que se alguém se choca com as coisas que falo ou faço, sei que essa pessoa não merece estar comigo. Porque sou sempre muito sincera. E transparente. (E tava falando justamente sobre isso com alguém esses dias...)

E, sim, livre. Não consigo conceber o cativeiro imposto pela sociedade. Agir de formas pré-determinadas. Quando saí de casa, me disseram: “você está é fugindo. Fugindo de nós”. E pode ter sido uma fuga sim. Pra conseguir a tão almejada “liberdade” longe de tudo o que me oprimia.

E a minha liberdade é proporcional à minha responsabilidade. Sou responsável, sensata, tenho os pés no chão. “nada vem de graça, nem o pão nem a cachaça”, diz o Zeca (Baleiro). E a minha liberdade não tem vindo de graça, e sim conquistada, a cada dia, aos trancos e solavancos.

A cada dia tenho a certeza que estou no caminho certo. Que jamais deixarei de ser eu, de agir como ajo, de falar as coisas que falo, mesmo as mais absurdas. É assim que eu sou. É assim que quem tá perto, gosta de mim.

Mas também acredito que hoje sou muito mais ponderada, menos exagerada nas minhas atitudes, mais discreta. Já não me abro tanto, como fazia antigamente, antes de ter certeza que o outro que tá na minha frente possa fazer algum duplo juízo. E não é tolhimento ou auto-censura não. É o jogo do saber viver harmoniosamente. Cansei de recolher inimigos pelo caminho. Não quero isso, nunca quis, não gosto. Gosto de harmonia, de estar em paz, comigo e com os outros.

# . por Joelma Terto .  0 Comentários