quinta-feira, maio 22, 2003

a felicidade é um par de botas*

A audiência por aqui anda baixinha baixinha. Minha inspiração ou disposição para escrever também. Sintoma do coração tranqüilo? Pode ser. Quem sabe? Ademais, nada de muito extraordinário acontecendo, além das emoções fortes que me fazem parecer uma adolescente (as espinhas na cara também, malditos hormônios!) vezenquandoquasessempre.

Tentando sobreviver. 50% tudo mais ou menos ainda em suspenso. Em estado de espera de que as coisas aconteçam na minha vida profissional, que anda mais pra lá do que pra cá. Que me preocupa. Mas uma hora deslancha. Corro atrás. Busco. Tento. Faço projetos. Propostas. Traços planos e metas. A seta erra o alvo. Mas uma hora acerta.

Tenho estado caseira. O inverno, parece que, querendo chegar. E esse tempo louco em Porto Alegre! Mas não reclamo. Gosto do quentinho, do calor, mesmo quando não é o que se espera e sufoca. Uma preguiça e aquela vontade de ficar na cama mais um pouco.

Meio dona de casa. Fazer comidinhas, bolinhos de chocolate com cobertura (pra “alguém a quem dou festas no meu coração”, citando o GUIU, mas que existe mesmo e que já faz uma parte danada da minha vida). Que falta faz um fogão! As faxinas me fazem um bem danado (?). Sensação de limpeza, de poder pisar o chão de pé descalço. Curtir livros e discos e outras bugigangas. Tirar o pó, jogar fora os papéis velhos. Eterno organizar e reorganizar ad infinitum.

O círculo de amizade cada vez se estreita mais. Mas isso é bom. Contato direto e diário com a Rafinha, mais que irmã, mais que sinhá, mais que qualquer coisa. Com quem posso contar. Sempre. E sem restrições. Saudades de mimix, de vê-la mais, conversar, fazer umas doidices. Ela reclama que me perdeu. Perdeu nada. Ganhou mais alguém junto.

Indo pouco ao cinema, mas visto alguns filmes, umas coisas legais. Dando um tempo nos agitos diários (noturnos!) que cansam corpo e mente. Que não fazem muito sentido.

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Coração tranqüilo, sossegado, aconchegado.


*Machado de Assis

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“(e vinte e nove anjos me saudaram
e tive vinte e nove amigos outra vez.)”
Renato Russo

# . por Joelma Terto .  0 Comentários