segunda-feira, abril 14, 2003

muitas coisas

Tantas tantas. Emoções e pessoas. Final de semana intenso. Vivo, forte, colorido, cheio de risos e guisos. Tantas coisas e já não mais me perco. Não, não me perco. Me achei tão plenamente em mim que até assusta.

O GUIU chegou. O sábado foi lindo. Ensolarado e nem fez tanto frio como eu previa. Como erro nas minhas previsões. Ir ao Centro, Mercado Público, Santander Cultural (froid!). Casa de Cultura Mário Quintana. Um café ao som de Djavan. Isso: um presente a esses dois alagoanos que amam clarice e caio, que caíram no mundo, que sofrem e gozam. Muitos papos. E falar e falar e falar e ouvir e ouvir.

Mais tarde, um vinho argentino, à meia-luz, ouvindo Billy Holliday (poooooodre de chiques, não fossem os copos de meiota e requeijão volpi, mas o negócio é ter classe, e isso, meus amores, nós temos de sobra. ô) na casa nova parte sisqueci, da Rafinha. E falar e falar e falar e ouvir e ouvir e ouvir: trocar.

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abre parênteses

o primeiro encontro nacional hetero de tomadores de polar foi um sucesso de adesão. além dos companheiros malta e sanfer, ainda pintou a Grazih com dois amigos. e a Grazih é tudibom. que nem os cremes da vitoria’s secrets! e eu diria que só não foi perfeito por causa de um detalhe que pode até passar despercebido pros mais desatentos (como eu, que só me dei conta no fim da noite): não tinha polar.

bueno, eu só sei que foi massa pracaralhos. e muitas conversas e muitos risos e muitas histórias. (vocês são O MÀAAAAXIMO!!!! volta a postar logo, sanfer!!!) e um grande vivas ao companheiro malta que: pagou a conta!!!! malta: minha gratidão eterna!

que venham outros encontros desses, dessa vez com polar, gurizada.
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Enquanto isso, no Atelier 5, GUIU e Rafa davam um show de dança! Simplesmente, as duas figuras fecharam a pista! Foram A Atração do lugar! E eu que perdi isso? Não podia crer, mas perdi. Quem viu, viu. Cheguei a tempo de ainda dançar muito. Como há muito não fazia. Há muito? É, acho que há muito. E a felicidade de constatar que mimix estava ali também. A alegria não podia ser mais completa. Foi lindo. Mais lindo ainda chegar em casa às 7 da manhã, depois de dançar tanto e dar tanta risada, como não podia ser diferente.

(aqui entraria um parágrafo falando só do repertório musical da noite, mas seriam tantas considerações, que eu me limito a dizer só que: até Os Saltimbancos rolou!!!!)
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Domingo de sol. Se acabar de comer num “espeto corrido”. Brique. E o presente do dia: GUIU querido, OBRIGADA, mas obrigada mesmo por ter me dado a oportunidade de ver um show lindo de uma mulher linda que eu não conhecia: CEUMAR. Meu deus! Eu só sei que: EU QUERO SER A CEUMAR QUANDO EU CRESCER!!!! (mais Ceumar aqui.)

Eu quero ser a Ceumar pelo AVESSO. Eu quero ser o avesso do avesso do avesso. Eu quero ser uma rã. É uma rã, indigesta rã, como ela. Eu quero ser a Alice Ruiz. (E quero pegar o Zeca Baleiro de jeito e... esqueçam, não vou contar aqui o que eu faria com ele, mas seriam LOUCURAS!!!!!)

(E eu me assustava tanto quando tudo parecia fazer sentido. Tola fui. Agora não mais me assusto. Não mais tenho medo da loucura, porque loucura não há de ser. A palavra agora é FELICIDADE. É isso que sinto em momentos assim, quando tudo faz sentido. Arrepia, enche os olhos d’água. E, pela segunda vez, no mesmo dia, eu pude constatar, atestar, ter certeza: é felicidade isso. É uma alegria imensa de estar aqui, agora, de estar viva, de ser eu, de ter vocês todos, de poder dançar e rir e conversar e ouvir e abraçar e contemplar e... E se alguém não sabe o que é chorar de felicidade eu só posso dizer que: é lindo. E foi de felicidade transbordante, que antes do dormir, às 7 da manhã, rolaram umas lágrimas quentes e pesadas. Sem soluços sem espasmos sem nada. Sem uma única ruga na testa. Só rolaram. E era felicidade aquilo. E eu dormi em paz.)

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E o que foi terminar o domingo no Venezzianos?!? Por deus!!!

Trio Bagaceira: imprestáaaaveis. Comprar um duplex com vista pro mar. Que mar, meu deus, que mar! Falar tanta merda, mas tanta merda, que tu até te assusta. Quantas pérolas dio mio! Rir tanto, mas tanto, mas tanto, de doer barrigas e bochechas. Rir não: gargalhar. Gargalhar de chamar a atenção. Isso.

Lavar a alma, botar um colírio nos olhos, uma cor. Emoções fortemente impossíveis. Dedés a dar com o pau (com perdão da expressão, aqui, infame, não era essa a intenção), suflês e até o caio (F) de peruca!!!!

Eu fico só pensando: vai prestar não quando o Trio Bagaceira se encontrar em São Paulo. Só a gente tem idéia do quão insano foi tudo e o quanto ainda pode ser. Só nós. Só eu e tu e tu, meus queridos.

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GUIU: tu já me (nos) agradeceu. Eu já te (vos) agradeci. Vocês não sabem, quer dizer, sabem sim!, o quanto fizeram deste, o melhor fim de semana dos últimos tempos. Definiria: just perfect!

Querido, vou sentir saudades, mas espero rever-te em breve. Aqui ou aí. Ou acolá, quem sabe? Eu torço tanto por ti, como eu sei que torces por mim. Que o destino te reserve maravilhosas surpresas. E tu sabes de que surpresas estou falando ; ) Anseio e aguardo ótimas notícias!

Estou aqui. Estarei aqui. Onde quero estar (“na linha que cerca o mar. é lá onde eu quero estar. o que você me fez, o que você me fez, não há. em busca de outros rumos, nova realidade"). Onde escolhi ficar e onde amo ficar. Pode ser no apartamento cheio de energia e boas vibrações do menino-deus-um-corpo-azul-dourado. Pode não ser. Mas, por aqui. E, enquanto estiver aqui, me empenharei em achar pra ti (pra nós), o jardim do Caio. Eu vou procurar, eu vou andar por todas as ruas desse bairro simpático, mas eu vou achar. E te mandarei uma foto. Um postal. Isso. Que nem os que tu manda para a Clarice.

E eu espero tanto, meu querido, que seja neste jardim que acharei, finalmente, a flor AZUL que procuro. (Tu não sabes, ninguém sabe. Esse é meu segredo revelado: eu procuro uma FLOR AZUL. Pronto, contei meu maior segredo, agora vocês já sabem tudo de mim. E tudo o que importa saber de mim é isso: ela procura uma flor azul.) No meio de cravos e rosas e azaléias e girassóis e brincos-de-princesa e espadas-de-são-jorge e amarílis(es) e gladíolos desgrenhados, talvez a encontre. Ou, pensando melhor: não. Talvez a flor AZUL que busco esteja em outro jardim, que ainda não conheço, mas que me aparecerá na hora em que for para aparecer. Na hora certa. Na hora em que for para encontrar a flor AZUL.

E, GUIU, talvez eu possa estar te “roubando” a publicação inédita de uma frase que tanto te (nos) marcou nesse breve-intenso final de semana, mas eu queria só te dizer mais uma coisa e eu sei que tu vai entender (e esse é o segundo maior segredo meu e é a segunda coisa que importa saber de mim, o resto são restos): eu (também) queria ser flor. Eu também. Um beijo. Um queijo. Um carinho. Um abraço. Volte. Eu vou estar aqui, te esperando.

“My eyes can focus
Me deixa em paz
Que seja o que há de ser”
(Wado/Ball)


# . por Joelma Terto .  0 Comentários