domingo, abril 20, 2003

Lembranças pascais

Essa coisa de páscoa sempre me lembra que no colégio a gente se vestia de coelhinho, todo ano. E minha grande frustração e trauma é que, todo ano, minhas orelhas sempre eram caídas. Não tinha jeito. Mas um belo ano, minha mãe conseguiu uma fantasia de coelhinho bala. De pelúcia branca, da cabeça aos pés. E o melhor: com orelhas em pé. Tenho até uma foto disso, hilária, com a minha prima Fabiana e a Blandina. Jardim de infância... As três vestidas de coelho. Putz.

Outro ano, já no primeiro grau, a Irmã Salésia, nossa professora de piano (sim, fiz aula de piano dos 8 aos 14 anos) resolveu fazer uma peça de páscoa. Não lembro mais do roteiro, mas tinha um coelhinho, lógico, a mamãe coelha (que era a Ariádine, recém chegada de SP, com um sotaque fortíssimo, enfim) e um jardim cheio de flores. Advinha o que é que eu era? Eu era um flor, mais precisamente uma MARGARIDA. Seria o máximo senão fosse um papel exercido em dupla. É que cada flor eram, na verdade, duas flores. E falava o texto junto, tipo jogral. Eu sei que tive que dividir o papel com a Cíntia (que era da turma do Vanildo, eu acho, fez primeira comunhão com a gente, não sei por onde anda).

A roupa era o ó: calça e blusa verde, com uma auréola amarela em volta da cabeça. Que teto! Daí tinha uma hora que todo o jardim comemorava a páscoa e comia os ovinhos. Só que no primeiro dia da peça, os pais é que tinham que mandar os ovos. Minha mãe, arteira como só ela, inventou que não ia comprar ovo nada, ia fazer. E fez. Uma gororoba das desgraças. Que horror! Todo mundo comendo lacta e garoto e nestlé e eu lá com um ovo by mamã, em cima do palco, morrendo de vergonha. Nos dias seguintes os ovos foram substituídos por sonho de valsa, pra todo mundo...

Putz. Muitas recordações de infância agora. Cês nem imaginam.

E tem muitas histórias de infância/adolescência que eu adoraria contar aqui. Sempre lembro, mas nunca boto no papel. Também tenho medo de fazer aqueles posts gigantes de novo e ninguém ler. Mas vou ver se tiro do baú algumas histórias.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários