terça-feira, março 25, 2003

Tonga da mironga

Fui ontem à sessão de pré-estréia do filme Durval Discos (ganhador de 7 kikitos, no Festival de Gramado 02). Eu estava criando uma puta expectativa de ver o filme, porque no festival eu só fiz festa (ô!) e não vi nenhum concorrente. E todo mundo que viu falou que era maravilhoso e tal.

Vamos por partes. O filme é ótimo mesmo. Comédia despretensiosa. Eu diria que o melhor exemplo de “cinema diversão”. Engraçado pracaralhos (daqueles de dar dor na barriga de tanto rir). Com uma trilha sonora de chorar de bom (a original é do André Abunjanra + muitos sons brasileiros antigos), atuações convincentes (aquele Ary França é uma figura! Só a cara da pinta já dá vontade de rir), diálogos insanos.

Eu só achei que no final, o roteiro se perdeu um pouco. Tipo: nonsense é uma coisa, “se perder” é outra. Se é que deu pra entender. E o final fica uma coisa meio perdida no meio do nada. Tipo: o roteiro oferece um problema, mas não resolve o dito cujo. Daí quando acaba, rola aquele: “ãhn? E daí?”. Mas mesmo assim, ainda vale muito a pena assistir.

Como antes da sessão teve coquetel, eu acho que na hora que começou o filme pelo menos uns 80% da platéia estava meio bêbada, o que fazia o filme ficar mais engraçado ainda. 4 taças de vinho tinto antes: eu recomendo.

Vejam. E não deixem de prestar (muita) atenção à seqüência inicial, com os créditos. Muito afudê.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários