terça-feira, março 11, 2003

And it makes me wonder

Tenho escrito coisas. pensamentos que me vêm. Que voltam. Que surgem. Escrito. Papel e caneta. Letras. Coisas vagas ou não. Indagações sem respostas, na vã expectativa de conseguir entender. Pequenos lembretes a mim. Quase metafísicos.

Também tenho lido. Tantas coisas que me perco.

E ontem, enquanto ouvia a TV, me veio: “mulheres chuvosas”. Pensei que podia ser do Caio. Tentei achar. Não era. Do lado da cama, o Vidas Cegas, não terminado.

Não me cobro. Certas coisas devem não devem ser sorvidas de um só gole. Poder, pode, mas a prudência recomenda o contrário: lentos goles. Não. “Prudência” não. Não tem nada a ver com “bom-senso”. Pura intuição. De que aquilo não é pra ser digerido às pressas.

Os manuscritos não serão transcritos. Não irão pra lugar algum. Pífias coisas. Mas que me servem, como se mapa fossem. Porque eu tento me achar o tempo inteiro, mas sempre me perco no meio do caminho. Sempre há uma bifurcação e dúvidas tantas para que lado seguir. Não há certo ou errado. Não há placas.

Abro na página 99: “a vida das mulheres chuvosas”. Releio. Re-releio. E penso mais ou menos assim: “qual a razão?”. Mais uma. O tipo de indagação sem resposta. Fluxo de consciência, céu inferno, o amar, as cores.

Posso apenas seguir adiante, sem paradas aparentemente desnecessárias, pra ver se chego logo. O que desconcerta. O que não se entende. Porque não dá pra entender. Está além de.

Re-começo. De onde havia parado da última vez. “a vida do instante”. A história de Francisco. Que leio só as primeiras linhas. E tenho medo de seguir adiante.

no way

Yes there are two paths you can go by
but in the long run
There's still time to change the road you're on


# . por Joelma Terto .  0 Comentários