domingo, fevereiro 16, 2003

“Sufocar o que se sente é sufocar a si mesmo”

(Pessoas que eu amo.)

Eu fico aqui lembrando aquela musiquinha infame dos tribalistas. É, aquela. “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem”. Casa tão bem. Perfeitinho. Eu declaro meu amor incondicional a tanta gente. Declaro. Eu não tenho medo de dizer eu te amo, pra todo mundo que amo. E é lógico que eu amo muitas pessoas, como diria o Juli Manzi.

Eu comecei a escrever isso aqui depois que passei no Beatmaster, do Vanildo, que é uma dessas pessoas que eu amo. Muito. (e se ele tem alguma dúvida disso, eu digo pra parar de abestagem já) E, num post cáustico, achei umas coisas mui belas. Aliás, tem outras coisas mui belas ali também. Mas ele falava, dentre muitas outras coisas, em sentimentos. Eu sinto. Muito. e me repito, porque já escrevi isso aqui, um dia. Como se fosse um pedido de desculpas a mim mesma por sentir. Tanto.

Ás vezes eu não digo tudo. Eu queria dizer que passei os últimos 2 anos reprimindo o desejo de falar as coisas que eu sentia. E o que eu sentia era algo muito grandioso, sublime, bonito. Em 2 anos, eu desaprendi a falar eu te amo. Eu não sufoquei o sentimento, mas a verbalização dele. E isso, pra mim, era estranho, era penoso, era sufocante. Mas eu guardava. Guardei tão bem guardado que quando acabou tudo, quando eu me libertei e me vi “podendo” falar tudo novamente, eu já não sabia mais se eu conseguia.

(eu, tão passional, sempre, sempre e impulsiva e transparente)

Sinceramente, eu ainda não descobri se consigo mesmo. Digo, de verdade, pra alguém que ainda não existe, mas que um dia aí aparecerá, porque sempre aparece... falo especificamente de... tá, vocês entenderam. Mas eu sei que posso. Tanto posso, que eu já vou treinando e, por isso não paro de falar pra vocês, que são tudo o que tenho hoje, são tudo o que importa, são todos que eu amo. Por isso eu fico parecendo uma abobada escrevendo aqui, a todo momento, e falando: “crianças, a jojo já disse que ama vocês hoje?”. Poxa, é bem sincero...

E eu não sei como terminar isso aqui. Porque as idéias se misturam e se eu começar a desenvolver TODAS as coisas que eu queria dizer, eu vou fazer mais um daqueles posts-gigantes e eu posso ainda me enrolar todinha e... enfim. Espero que vocês me entendam.

(Não, eu não espero que vocês me entendam. Porque é compreensível não me entender. Eu sou TÂO complicada, às vezes. Mas continuo tentando buscar a simplicidade dos sentimentos que devem ser simples)

...

“Foda-se. O que vocês, tão machos, ganharam passando a vida escondendo o que sentem? Proteção? Garantia? Então olhem para dentro, procurem alguma coisa. Não encontram, não é mesmo? Empurraram os sentimentos tão lá para o fundo que agora não têm mais o que proteger ou garantir. O fundo da alma humana é pleno de lodo e merda; por que empurrar para lá o que temos de melhor? Prefiro que esses sentimentos flutuem, mesmo sabendo que na superfície eles estão muito mais vulneráveis.” (Vanildo O.)

...

Eu queria dizer que, pessoas que eu amo, tenho passado em alguns blogs que estão ali no canto esquerdo e ficado encantada com as coisas que leio. Como as pessoas têm escrito coisas legais ultimamente sobre “sentir”. Eu tenho lido a Rafa, o Lamenha e a Erika (não vou botar os links aqui), mais precisamente, e o Vanildo também, e agora a nouveau mimix, e o Artur... e penso “puxa”. Puxa, pessoas, façam isso comigo não, que eu sou tão emotiva. Não, não. Façam, façam. Continuem fazendo, falando, escrevendo, vivendo, rindo, existindo... Continuem sendo vocês, tão lindos. Porque eu, mesmo aqui, de longe ou perto, continuo amando todos vocês, me identificando, chorando ou rindo junto, mesmo quando pareço distante...

(e me vem, AGORA, “Telhados de Paris”:“eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos... já vi...”)


# . por Joelma Terto .  0 Comentários