sábado, fevereiro 01, 2003

save me if you could

De chorar no cantinho. Mesmo.

Logo no primeiro dia, Sivaldo já chegou dizendo: “trouxe o cd de Magnólia”, e foi botando no som. Eu ouvi umas 3 vezes até assimilar e ADORAR. Gostei tanto, mas tanto, que no último dia meu amigo gente boa se apiedou e me deu de presente. Não sai do repeat. Há horas.

Segunda trilha sonora perfeita do momento. Do meu momento. E agora, aqui, sozinha de novo, me diz tanto.

Concordo com a crítica do Adriano Ferreira. Ele diz que essa é a melhor trilha sonora dos anos 90. pode ser mesmo. Quase todas as músicas são da Aimee Mann (não pouparia adjetivos pra essa mulher). Letras cortantes, marcantes, numa voz extremamente doce e linda, arranjos maravilhosos.

Ele diz que “Fascinado com as histórias de melancolia e solidão que habitavam as músicas da cantora, o diretor (Paul Thomas Anderson) começou a construir a espiral de emoções que futuramente se tornaria Magnólia, seu melhor filme até hoje”.

Diz ainda que: “Aimee canta sobre relacionamentos. Ok, nada de original nisso. Mas o modo como ela articula expectativas criadas, decepções, tristezas e esperanças é tão humano, tão verdadeiro, que é impossível não se identificar com seus versos. Como PTA sabiamente escreve no CD, as músicas de Aimee fazem o ouvinte se perguntar se a) já ouviu isso antes; b) já disse isso antes, ou c) já pensou isso antes, mas nunca escreveu.”

Concordo com ele, em tudo. Principalmente quando ele diz que DEATHLY “talvez seja o momento mais triste do disco”. É mesmo. E é, pra mim, a mais linda, seguida de SAVE ME.

“(Deathly) Pode ser considerada a faixa central do CD, já que o próprio PTA afirma ter roubado frases dessa música para incluir no filme. Também, não dá para ignorar uma canção cujo primeiro verso é ‘Agora que eu já te conheci, você se importaria se a gente nunca mais se encontrasse?’. Aimee consegue transformar toda a solidão e amargura de uma pessoa com auto-estima quase inexistente em música, versos e excelentes backing vocals. ‘Quando um ato de bondade pode ser mortal’, ela diz, e a música soa ao mesmo tempo extremamente frágil e bonita, com guitarras de fazer o ouvinte ir às lágrimas - principalmente no magnífico final”.

E eu ouço, ouço, ouço...

Ainda tem duas faixas do SUPERTRAMP, que fecha o disco ‘pra cima’, num climinha 70s: Goodbye Stranger (maravilha) e a clássica Logical Song. Genial.

É pra quem tem estômago. E eu nem sei o que tenho. Mas ouço. E se tu quiser ouvir um trechinho de cada música, clica aqui.



# . por Joelma Terto .  0 Comentários