quarta-feira, fevereiro 26, 2003

Não tente entender

Pois bem. Madrugada passada tive um sonho deveras estranho. Eu chegava, com uma mala enorme, na casa de uma velhinha. Muito simpática, ela. Eu tinha uma missão e não estava sozinha. Havia outra pessoa comigo, que também carregava uma mala grande, mas eu não sei quem era porque não via o rosto. Não sei nem se era homem ou mulher. Enfim. A velhinha tinha quatro (4) geladeiras. Daí ela saía e eu atacava as geladeiras, abria todas e comia tudo o que eu encontrava.

A missão. Eu estava pesquisando para apresentar um trabalho numa feira de ciências (!). Uma história inverossímil, de uma nave, nos anos 50, que aportou em Marte. Na nave estavam um astronauta e uma miss universo (!), que era, na verdade, a tal velhinha. Mas ela guardava tudo em mais completo sigilo e não sabia que eu sabia que ela era ela.

Depois de comer (muito) eu ia pra sala com a tal pessoa que estava junto. Era um apartamento, na verdade, pequeno. A sala tinha uns guarda-roupas embutidos, fechados, e um centro de mesa com muitos livros em cima, todos iguais. Daí eu descobria que os livros contavam a tal história que eu estava pesquisando e havia sido escrito pela Martha Medeiros (!?!). Todos autografados para jornalistas da ZH, com várias anotações. Uma merda que eu não consigo lembrar o título do livro, enfim, mas era um título muito trash e a capa era vermelha. Eu começava a folhear o livro e BINGO!

Já não estou mais na sala da velhinha, mas numa sala de aula do CECR. Tem alguém junto, que me parece ser o Vanildo. Daí eu falo “precisamos fazer as MAQUETES”. E, logo em seguida: “não, maquetes, não: vamos fazer um cenário!”. E começo a viajar nas idéias e montar o cenário, com pedaços de isopor e tiras verdes de papel crepon. Daí chega alguém e me dá um envelope transparente. Ali estão as provas: anotações, fotos, documentos, que provam que a história aconteceu. E mais: eles não só esbarraram em Marte como descobriram MARCIANOS.

Eu decido arrumar uma redoma de vidro pra colocar no meio da sala com os tais documentos. E também que temos que fazer um vídeo sobre a história. Só que o vídeo já existe porque ele aparece no sonho. E é trash também. Mostra um planeta vermelho sendo “abalrroado” por uma nave.

Acaba o sonho. Na verdade não acaba. Mas começam outros, mais loucos ainda. Se eu fecho os olhos, posso vê-los, como numa tela, como um filme, mas não sei se consigo reporta-los. Mas eu descia de um ônibus na frente de um lugar que parecia o Espaço Cultural da Ufal (antiga Reitoria) e tinham vários atores montando uma peça. E eu ficava assistindo tudo, sozinha. E me dava conta que na minha mão tinha uma tigela com algo que parecia ser um salpicão ou uma salada. Daí eu ia pra cozinha do Espaço Cultural, procurar sal pra botar no troço. E eu não havia sal, mas só açúcar. Muito açúcar. Pacotes e mais pacotes. E vinham todos os atores me ajudar a achar o sal. Em vão.

Eu saía com a tigela na mão e já não estava mais lá, mas no interior (Palmeira dos Ìndios), na casa dos meus tios. Uma casa grande, muito legal, com um jardim enorme e um quintal maior ainda, que passei minha infância inteira. Eu encontrava o meu tio no jardim, ele falava comigo, todo alegre, beijava minha mão e eu atravessava um beco, do lado da casa, onde tinham 3 cachorros, cachorrões, grandes e brabos e raivosos, mas amarrados numa corrente. Chegava no quintal e encontrava a minha prima. Mas ela estava diferente, triste. Havia chorado. Eu dava a tigela pra ela e...

ACORDEI!

Pior de tudo foi na noite anterior que eu sonhei que eu ia casar (!). Em Minador do Negrão! Tá, eu não vou contar esse sonho aqui porque foi bi-so-nho. Só sei que havia a lua, duas redes, uma praia (!), a casa do meu pai, a escola que minha mãe foi diretora e que não me deixavam entrar (e eu não sei o que raios dos diabos eu queria fazer na escola, mas eu brigava com o vigilante porque, porra, afinal a droga da escola, de verdade, tem o nome do meu BISAVÔ e eu queria entrar lá)... e eu, no meio de tudo isso com um véu de noiva, ridículo. E os meus cabelos eram longos (?).

...

Eu não sei porque me impressionei tanto com esses sonhos, porque, afinal, quase TODOS os sonhos que tenho dormindo seguem essa linha. Mas acho que porque esses foram especialmente confusos e muito ricos em detalhes. Nem Freud. Mas nem Freud tentaria uma explicação. Não, eu não tento buscar explicações nos sonhos, mas eles me perseguem, desde sempre. E eu pergunto onde raios meu subconsciente vai buscar essas coisas todas que me sucedem enquanto estou dormindo...


# . por Joelma Terto .  0 Comentários