sexta-feira, fevereiro 07, 2003

FIRE TONIGHT

Há dois dias eu descobri. Vanildo, eu descobri: aquela fitinha k7, gravada, por ti, do Undercover + Information Society. Há tempos idos. Não muito. E não sai. Do som, da cabeça. E descobri, também: Madonna. Someting to remember. Alguma coisa. Alguma coisa me faz ouvir isso tudo, muito muito. + a Aimee, + The Dark Side of the Moom, + O Descobrimento do Brasil, +... tantas coisas. E tudo se mistura e tudo se confunde e tudo se funde e me confunde. Não tentem achar qualquer lógica por aqui. Não por hoje. Não por agora. É tudo tão... De novo, mais uma vez. Toca aquela. Que não me toca, não me bate, não me... Listas de AutoCorreção. Quem precisa delas? Eu não. Não preciso de instalações. De nada. A gente precisa de um teto, de alguma comida, de algum carinho, algum... Pegar a estrada, vez que outra. Eu não quero mais sonhar. Porque me custa acordar e ver que tudo é tão (ir)real, tão confuso, tão incompreensível. A insônia me corrói e corta. Fundo. Deixa marcas algumas. Deixa um sulco. Debaixo dos olhos. Eu não vejo, não quero ver. Todos estão cegos. Eu, muda. Eu mudo, o tempo todo. E alguém me diz que também mudou, que cresceu, que já não é mais tão criança a ponto de... Quem faz mal a quem? Eu não quero acreditar no que ouço. Eu quero estar surda, como eles. E quantos eus aqui. Quantos? Muitos. Hora de parar. De acordar. De trabalhar. De acreditar. Hora de acabar com tudo e ir dormir. Depois de horas, depois de noites, depois do resto que ficou. Eu não sei. Eu não quero saber. Eu só quero um colchão, um pedaço de pano, um grito rasgado, uma parede branca, um ventilador ligado, um silêncio qualquer, um pedaço de algo, uma mão, um telefone que toca, uma luz que acende, um copo d’água... Faz calor em Porto Alegre. E isso é só o que resta. E o que parece importar.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários