segunda-feira, fevereiro 03, 2003

A encantadora trupe do fucas da folia...

...está desfalcada. A Bina tá indo pro Rio amanhã e o Cucas vai pra Maceió em maio. Menos uma bailarina e um pandeirista. Sobram nós, artistas multimídia. Eu já disse que, por mim, eu canto, danço, represento e ainda toco. Falar nisso, tenho ensaiado meu número bongô pocket + cazu. Tá lindo. Repertório vastíssimo.

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Falando nisso, também, minha maior frustração do COBRECOS foi não ter rolado o tal SHOW DE TALENTOS. Eu tava na maior empolgação, com número ensaiado e tudo. Eu ia emular trashmente Marisa Monte (“e no meio de tanta gente eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio (...) por isso NÂAAAAOOOO vá embora, por isso não me deixe nunca nunca nunca nunca nunca MA-AAA-IS. Por isso NÂO VÀ, NÂO VÀ embooooora-a, por isso não me deixe nunca nunca maaaaaaais), com direito a violão e coreografia e tudo.

Inclusive eu havia “ensaiado” publicamente o número na manhã daquele dia infame, onde NINGUÈM dormiu e a galera de Minas serviu o café da manhã, VIRADOS. Foi lindo. O E vexatório. Quem viu, viu. Tô falando do meu pré-show. Mas o café da manhã também foi lindo.

Na noite, levei até o cazu, pra fazer a segunda parte da música. O Enéas me emprestaria o violão (que era parte FUNDAMENTAL do número e que seria, ãhn, tocado INTUITIVAMENTE, porque como vocês sabem, eu não toco NADA, além de cazu e bongô-pocket). A Rafa ia fazer parte da apresentação, encenando uma AIR BAILARINA, no palco, claro. E a Manhana emularia um ORIXÀ, também no palco. Eu já estava cooptando umas groupies pra dar uns gritinhos histéricos no meio da apresentação. Tava quase conseguindo. Quase.

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Daquela noite também, eu lembro, vagamente, que junto com o GUSTAVO e a LU, nós AVACALHAMOS uma quadrilha junina. Eu juro que NÂO queria ter feito isso, mas fiz. Aliás, eu nem sabia o que eu estava fazendo, tamanho o grau sangüínio na minha corrente alcoólica. E também foi lindo. Nós éramos o CIRCUITO ALTERNATIVO. Podreira. Podreira. Eu quase fui linchada, ó. Mas, sei lá, esse negócio de ALAVANTU e ANARRIÊ, dama na frente do cavalheiro, olha a chuva, olha a cobra... Mereceu. Bem merecido. E viva o circuito alternativo!

(Daí o carinha que tava puxando a quadrilha, que por acaso é de Maceió, Júnior, se não me engano, ficava falando assim, ao microfone: “Joelma, ô Joelma, tu vai não sei pra onde”. Só que ele tava falando com outra menina e eu, lá do bar, ouvindo aquilo, não me agüentei: entrei no meio da quadrilha, podre podre podre de tanta cerveja, e comecei a brigar com o cara, a dizer que Joelma ali só tinha eu, que ele tava doido. Quase avacalhei de novo com a quadrilha, santo cristo. Até hoje não sei se realmente tinha outra Joelma no Cobrecos. Mas eu acho que não, ó.)


# . por Joelma Terto .  0 Comentários