terça-feira, fevereiro 11, 2003

“De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.” (Caio Fernando Abreu)
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Muitas citações a partir daqui, porque todo ele é genial. Todo ele é visceral e viciante. Todo ele é blue e também é dark. Todo ele. As nuvens, as nuvens... e dá vontade de sorver de um só gole e, ao mesmo tempo, aos pouquinhos, devagarzinho, paulatinamente... sentindo um prazer enorme. Uma dor que é a dor dele e a dor de todo o mundo e do mundo inteiro. Que não é maior que o mundo, nem é Drummond nem é Clarice. E é tudo junto. Cito. Já não sei se sinto. Me repito? Repito. Mas sigo em frente porque, afinal.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários