domingo, janeiro 05, 2003

Muitas idéias blogáveis em processo de desenvolvimento. Mas desenvolver idéias dá trabalho. Então, eu fico enchendo isso aqui com comentários inúteis sobre a minha vida. Pelo menos serve de relatório pros amigos que estão longe saberem como ando. Bem. Com as duas pernas. Depois escrevo coisas menos, ãhn, pessoais, tá?

DIA CAKE!

E o findi acabou. Sobrevivi. Não enlouqueci. E descobri que esse blog, esse aqui, serve pra alguma coisa. Eu confesso: tenho dificuldades de estar/ficar sozinha. Quando era adolescente, adorava quando meus pais viajavam e eu podia ficar em casa, ouvindo som alto, acordando a hora que quisesse e essas coisitas. Agora, isso não faz sentido, já que eu sou a única dona da minha casa e da minha vida. Também, nesses tempos, acabei me apegando muito aos amigos, esses que estão sempre por perto, que ligam, que demonstram carinho e fazem mil coisas juntos.

Foi muito louco voltar do ano-novo-maravilhoso-e-coletivo e ficar sozinha em PoA. Dormir sozinha de novo. Não te-los por perto pra conversar bobagem, fazer um som intuitivo, tomar um trago e passar o tempo. Foi doloroso, além de tudo, estar doente e sozinha. É uma sensação fudida. Acreditem em mim. Não tem Cake, não tem Mutantes, não tem Renato Russo ou Zeca Baleiro que realmente ajudem muito (embora dêem uma força enorme).

Por isso aqueles dois posts. Porque era uma válvula de escape. Porque foda-se se alguém achar que tô carente. Tava mesmo, oras. Que mal há? Por causa dos posts, pelo menos duas pessoas me ligaram (valeu Cucas e Sabin!) e uma amiga querida, que tá aqui pertinho, mas distante no dia a dia, me escreveu. Isso é massa. Isso de um blog aproximar as pessoas.

Tava nessa contemplação ao meu umbigo e xingando o mundo cruel no sábado, quando resolvi tomar uma atitude. Liguei pra quase todas as pessoas que estão aqui (só não liguei pra galera que conheci no ano novo porque perdi meu bloco de anotações, mas já achei!). Ninguém ia sair. Enquanto EU tentava tomar uma atitude (leia-se: sair de casa sozinha sem destino), fui “intimada” a entrar no icq (Sanfer, muitos beijos!). Não só “encontrei” alguém (mesmo virtualmente), como duas outras pessoas me “acharam” (Bituca e Drica, vocês alegraram minha vida!). E como as coisas boas nunca vêem sozinhas, no meio do bate-papo, algumas amigas (loucas e ensandecidas por cerveja e diversão) ainda ligaram dizendo que estavam passando pra me buscar. ALELUIA! Rua, lugares, cervejas, conversas reais, pessoas, calor. Chegar em casa às 4 da manhã. Bêbada. Feliz.

E hoje, essa tarde ensolarada... Tô feliz. Tô bem. Tô viva. E a Redenção me chama. Com o Cucas e o Julinhos. Se atirar na grama, tomar um chimas, ficar na paz. O resto da Trupe deve chegar hoje. Saudades de todos já. O ano de trabalho começa mesmo amanhã. Aproveitarei o dia de hoje. Aproveitarei todos os dias. 2003 já está sendo um ano bom. E se eu disser aqui, agora, que amo todos vocês, vou parecer muito piegas? Ah, foda-se: eu amo vocês. Todos.

“If I threw my guitar out the window so far down
Would I start to regret it
Or would I smile and watch it slowly fall?”

(Guitar, Cake in Prolonging the Magic - o melhor disco do século, segundo Jojo, com exagero e tudo. E não pretendo aqui levantar polêmicas. Me deixem!)



# . por Joelma Terto .  0 Comentários