sábado, dezembro 28, 2002

Fui cagar no mato

Mais algumas horas e estaremos a caminho. Ano novo. Arambaré vamos nós. Tudo meio louco. Eu já de saco cheio no final, querendo ir pra qualquer lugar ou ficar em casa, sozinha, com meus discos e livros. Mas vamos. Não a trupe toda, o que é uma pena. Uma barraca e pé na estrada.

Não conheço Arambaré. Sei só que beira a Lagoa dos Patos, o que é interessante por si só. Eu quero água. Salgada ou doce. O importante é ser água. Eu quero pessoas, mas também quero solidão. Eu quero barulhos, mas também o som do silêncio. Na verdade eu não sei muito o que quero e ainda mudo de idéia no meio do caminho.

Mas sei que o Churras nos espera. E vamos levar uma barraca. Talvez levarei uns poucos livros, lápis de cor e papel. Talvez também meu bongô-pocket. Talvez eu escreva. Talvez não faça nada disso. Com certeza, muita alegria e rodas de violão. Quem sabe, tomaremos aquele porre de começo de ano e nos encharcaremos d’água. Vai ser bom.

E pra 2003 eu quero tantas coisas. Quero casa nova. Também quero paixões. Realizáveis. Quero algum dinheiro, os amigos sempre por perto. E muita diversão.

“Que mai que tu qué? Que mai que tu qué? Cachaça, samba, viola, marola, gaita, fumo e mulher” (queria levar o Zeca, mas deixo aqui. Lembrarei dele. Cantarolarei.)

a caminho

Mais Arambaré aqui.


# . por Joelma Terto .  0 Comentários